Primeiro Volume – O Pântano de Liangshan 1–6 Passando pela Barreira

Perang Melawan Ketakutan Memperbaiki senar 3034kata 2026-03-14 14:30:28

No curto espaço de uma pergunta e resposta, Dai Zong já havia se aproximado como um raio. Os generais do exército de Shudan, do outro lado, já haviam recuado às pressas, agrupando-se ao longe e afastando-se do círculo de batalha. Era evidente que temiam a súbita aparição de Dai Zong; afinal, só Li Kui já lhes causava uma confusão tamanha, e agora, com a chegada de Dai Zong, cuja imponência parecia ainda maior, o desejo de retirada se fazia presente em seus corações.

Neste momento, Li Kui já não se importava mais em enredar-se com aqueles generais; virou-se de imediato e, gargalhando, agarrou o braço de Dai Zong, dizendo: “Venha, venha, diretor, deixe-me apresentar-lhe um novo irmão que acabo de conhecer.” E, arrastando Dai Zong consigo, conduziu-o em direção ao aerobarco de Zhao Di.

Dai Zong ficou um tanto perplexo com o comportamento de Li Kui, mas, sendo um dos chefes de Liangshan, conhecia bem o seu temperamento — Li Kui era sempre assim, despachado e despreocupado, de modo que não se ofendeu. Ainda assim, ao contrário de Li Kui, Dai Zong não era insensato e, por instinto, passou a desconfiar de Zhao Di e seus companheiros.

Apresentado por Li Kui, Zhao Di apressou-se em avançar e saudou respeitosamente: “Este humilde discípulo, Zhao Di, saúda o mestre Dai Zong!”

Dai Zong, ao lançar-lhe um olhar, logo percebeu a marca tatuada na testa de Zhao Di, que já havia retirado o elmo. Erguendo levemente as sobrancelhas, perguntou: “És apenas um escravo de armadura; que mérito tens para te tornares irmão de meus companheiros?”

Ante a indagação de Dai Zong, Zhao Di não se sentiu nem um pouco ofendido; ao contrário, respondeu com franqueza: “Foi apenas circunstância do destino, buscando um caminho para mim. Por acaso, hoje vós, heróis de Liangshan, vos reunis, e por isso nasceu em mim o desejo de juntar-me a vós. Se, porém, os senhores desprezam aqueles de origem servil como eu, tomarei isso como minha própria cegueira e falta de discernimento; então, sigamos cada qual o seu caminho e não falemos mais nisso.”

“Ah, tua língua é mesmo afiada. Mas não precisa disfarçar mais!” — retrucou Dai Zong, com um sorriso frio. “Meus olhos não me enganam. Como poderia haver entre os escravos alguém com tua sagacidade? Se não me engano, deves ser certamente um espião enviado pela corte, tentando infiltrar-se em Liangshan para colher informações. Só que tua encenação é grosseira demais, cheia de falhas. Será que realmente nos tomas por tolos?”

Zhao Di, diante das acusações sucessivas de Dai Zong, apenas sorriu e meneou a cabeça: “Se o mestre Dai Zong pensa assim, nada mais tenho a dizer em minha defesa. Se desejais tirar-nos a vida, então peço apenas que o façais sem demora!”

Ao ver que Zhao Di mantinha-se sereno diante da morte iminente, um brilho de admiração passou pelos olhos de Dai Zong. Contudo, de súbito, ele estendeu a mão e agarrou Xiao Di, que se escondia atrás de Zhao Di, apertando-lhe o pescoço e dizendo: “Moleque, diga-me a verdade: foste enviado pela corte como espião? Se confessares, pouparei tua vida; do contrário, esmagarei teu pescoço agora mesmo.”

Xiao Di jamais enfrentara situação tão aterradora. Quem poderia imaginar que o amigo com quem até há pouco ria e conversava, de repente, ameaçaria matá-lo? Já acossado pelo semblante feroz de Dai Zong, encolhera-se atrás de Zhao Di; mas agora, sendo erguido pelo pescoço, primeiro gritou de pavor, depois sentiu o ar faltar, enquanto a mão que o apertava tornava-se um círculo cada vez mais apertado, até que pôde ouvir o estalo de seus próprios ossos da garganta e sentiu a proximidade da morte. Diante do rosto distorcido de Dai Zong, seu rosto ficou vermelho, e suas mãos, em vão, tentavam afastar a mão do algoz — como uma formiga diante de uma árvore, incapaz de mover o adversário. O desespero tomou seus olhos, que começaram a virar-se em branco.

Quando Xiao Di, com os olhos revirados, já se debatia e amolecia, Dai Zong atirou-o ao convés do barco, e voltou-se para Zhao Di: “E então? Tens alguma última palavra?”

Zhao Di, durante todo esse tempo, assistira impassível à agressão de Dai Zong contra Xiao Di, sem pronunciar uma só palavra, como se a morte do companheiro pouco lhe importasse. Quando Dai Zong finalmente voltou-se para ele, Zhao Di, ainda com um sorriso nos lábios, respondeu, sacudindo a cabeça: “Nada tenho a dizer. Apenas peço ao mestre Dai Zong que, ao me matar, seja rápido e piedoso.”

O olhar de Dai Zong tornou-se subitamente severo: “Muito bem, atenderei teu desejo.” Sem hesitar, desferiu a palma da mão no peito de Zhao Di, cuja força o lançou do aerobarco, fazendo-o cuspir sangue em profusão, enquanto via, olhos abertos, seu corpo despencar de dezenas de metros de altura.

A agressão repentina de Dai Zong surpreendeu até mesmo Li Kui, que, ao ver Zhao Di cuspir sangue e ser lançado ao vazio, não pôde conter-se: “Velho Dai, o que fazes?” E, num salto, atirou-se atrás do corpo de Zhao Di, conseguindo enfim apará-lo antes que atingisse o solo.

Quando Li Kui retornou ao aerobarco trazendo Zhao Di e lançou a Dai Zong um olhar furioso, este já havia recomposto sua expressão. Explicou, sacudindo a cabeça: “Irmão, não me culpe pela dureza. Ao atacarmos Danzing, expusemo-nos completamente. Agora, toda cautela é pouca; se realmente há espiões da corte entre nós, poderemos terminar em desgraça, sem sepultura.”

Embora a explicação de Dai Zong fosse clara, Li Kui já havia criado verdadeira afeição por Zhao Di, considerando-o um irmão de fato, e por isso sua ira ainda não se dissipara. Com olhos flamejantes, exclamou: “Eu confio que eles não são espiões da corte! Dou minha própria cabeça em garantia. Dê-me uma pílula de essência para salvar meu irmão!”

Vendo Li Kui enfurecido, Dai Zong não pôde deixar de render-se. Sabia que, quando Li Kui se irritava, não distinguia parentesco; já fora uma concessão permitir que testasse Zhao Di, baseado em sua autoridade entre os chefes de Liangshan. Além disso, Zhao Di não mostrara qualquer falha durante toda a prova. Se, naquele momento, recusasse socorrê-lo, Li Kui seria capaz de enfrentá-lo até a morte. Assim, Dai Zong apenas retirou do peito uma pílula medicinal e entregou-a: “Muito bem, deixemos esse assunto para o irmão Gongming decidir.”

Li Kui colocou a pílula na boca de Zhao Di e, empregando sua energia vital, ajudou-o a dissolvê-la, conseguindo enfim manter Zhao Di vivo, e só então sua ira diminuiu um pouco.

...

Três dias depois, Zhao Di finalmente despertou de seu estado de inconsciência. Ao abrir os olhos, percebeu que estava numa caverna, reconhecendo de imediato que sobrevivera por um triz.

Zhao Di sabia que entrar em Liangshan não seria tarefa simples, mas não imaginava que teria de passar tão perto das portas do inferno.

Contudo, desde que conseguisse escapar do acampamento militar, considerava que atravessar tal provação valia a pena. Só lamentava por Xiao Di, sentindo algum remorso — o pequeno certamente sofrera não poucas agruras; esperava apenas que estivesse bem.

Havia, sim, um certo cálculo em Zhao Di ao trazer Xiao Di consigo. Se estivesse só, seria difícil conquistar a confiança dos demais; todos sabem que palavras isoladas valem pouco. Ao trazer consigo o ingênuo Xiao Di, pôde usar o testemunho do jovem para validar sua identidade, facilitando a aceitação. Gente como Xiao Di, inocente e alheio às artimanhas do mundo, é facilmente lida por todos e, exatamente por isso, inspira confiança.

Naturalmente, embora houvesse interesse em sua escolha, Zhao Di acreditava também estar oferecendo ao rapaz uma oportunidade. Caso Xiao Di permanecesse no acampamento, provavelmente teria seu destino selado; se Zhao Di conseguisse triunfar, não o deixaria desamparado e garantiria um futuro digno ao jovem — não lhe parecia, portanto, uma má escolha para Xiao Di.

Após examinar seu próprio corpo, Zhao Di constatou que, à exceção de uma dor persistente no peito — sinal de que o ferimento no coração ainda não cicatrizara —, estava em perfeito estado. Isso só aumentava sua curiosidade por aquele mundo. Embora tivesse permanecido desacordado, sabia que não se passara tanto tempo assim, pois todas as suas funções corporais estavam em ordem. Quando Dai Zong o atacou, sentiu vários ossos se partirem, mas agora, em tão pouco tempo, estavam recuperados como se nada houvesse ocorrido; era prova suficiente de que, naquele mundo, as artes de cura eram extraordinárias. Em seu mundo anterior, ferimentos como os seus exigiriam ao menos um ou dois anos de repouso, e ainda assim, sem garantia de plena recuperação.

Concluída a inspeção, Zhao Di ergueu-se da precária cama de pedra. Observou atentamente a gruta em que se encontrava: além de uma mesa e algumas cadeiras de pedra, nada mais havia. Sobre a mesa, uma vela de sebo pela metade emitia luz mortiça, iluminando o ambiente de forma rudimentar. Tudo ali denunciava a escassez de recursos; vestia ainda o traje de escravo de armadura, sem sinal da antiga couraça, e a cama era apenas um leito de pedras coberto por um pouco de palha de origem desconhecida.

Apesar da extrema pobreza do local, o sorriso em seu rosto tornava-se mais amplo. Sabia que estava, enfim, em Liangshan. Aqueles salteadores só podiam sobreviver por meio do saque, sendo natural que levassem vida austera.

Zhao Di não saiu da caverna; sentou-se de pernas cruzadas sobre a cama de pedra e começou a exercitar a respiração, entrando em estado meditativo. Queria testar ali mesmo se conseguiria romper o selo tatuado em sua testa e absorver a energia primordial do mundo.