Capítulo 3: Uma Família Encantadora

Permaisuri Pertama Tian Yin Xin Xin 3218kata 2026-03-13 14:41:49

— Fújin, Meng’er já está dormindo? — Yang Jinu estava especialmente contente naquele dia, havia bebido além da conta, e foi conduzido pelos criados ao pátio da Borjigit.

— Meu senhor, por que beber tanto assim? Mesmo estando feliz, deveria moderar-se. Meng’er hoje esteve muito ativa, adormeceu cedo — respondeu a Borjigit, enquanto servia a sopa de ressaca que preparara de antemão, e lhe dirigia suaves reprimendas.

— Não se preocupe, estou apenas alegre. Bebi algumas taças a mais com meu irmão, nada demais — Yang Jinu esvaziou a sopa de um só gole, e falou com indiferença. Embora não fosse a primeira vez que se tornava pai, tinha um carinho especial pela delicada e adorável irmã Mongu, e desfrutava do cuidado de sua esposa com júbilo. — Meu irmão hoje estava invejoso de mim; Meng’er é mais dócil do que seus irmãos, não chorou nem fez escândalo, sempre sorrindo para todos...

— Sim, normalmente é muito mais comportada que os outros, fácil de cuidar, quase nunca chora. Quando está com fome ou precisa de algo, apenas murmura baixinho — disse a Borjigit, com o rosto pleno de ternura ao mencionar Mongu, e era fácil perceber, pelo tom de ambos, o quanto amavam a menina.

Após ser assistido pela Borjigit em seu banho, Yang Jinu foi à sala ao lado verificar a irmã Mongu, que dormia tranquila. Ao deparar-se com sua adorada filha em repouso, voltou satisfeito ao quarto da Borjigit, e ali se entregaram a momentos de ternura e afeição, como há muito não desfrutavam...

Desde que a Borjigit saiu do resguardo, já não podia acompanhar Mongu constantemente. Contudo, a vida da menina não era monótona; agora tinha um novo brinquedo — ou melhor, um novo companheiro: seu irmão mais novo, Jin Taishi, um menino de três anos. Na verdade, Mongu era apenas uma criança, talvez ela mesma fosse mais companhia para Jin Taishi do que o contrário.

— Jin’er está aprontando com sua irmã de novo — comentou a Borjigit ao entrar e ver seu filho estendendo as mãos travessas para a pequena Mongu, em tom de brincadeira.

— Mamãe, não estou aprontando com ela. A irmã é tão fofa, estou só brincando com ela — Jin Taishi respondeu, com voz infantil, defendendo-se.

— Está bem, não está aprontando com a irmã; foi mamãe quem te acusou injustamente — disse a Borjigit, pegando Mongu no colo. Ao ver as marcas vermelhas e de saliva no rosto da menina, sabia bem que eram obra do filho, mas não disse nada, pois também não resistia à ternura da filha.

Quando Mongu ouviu a voz da mãe, soube que estava salva; resmungou e reclamou do comportamento do irmão, mas só ela entendia seus balbucios, Jin Taishi não compreendeu.

— Mamãe, veja, a irmã também está dizendo que não fui eu — Jin Taishi afirmou, balançando a cabeça para convencer a mãe.

— Claro, a irmã gosta do segundo irmão — disse a Borjigit, limpando o rosto de Mongu e consolando o filho. Mongu percebeu que reclamar não adiantava, então preferiu calar-se, ouvindo a conversa entre mãe e filho.

— Meng’er, o pai voltou — ouviu Mongu, e soube que quem poderia defendê-la estava de volta. Agitou as mãos pequenas em direção à porta. Com o tempo, Mongu já reconhecia bem a personalidade de cada familiar: a Borjigit era uma mulher típica, justa para todos os filhos; Yang Jinu era um pai severo para os meninos, mas completamente devotado às filhas. Tanto Nalinbulu quanto Nichuhe eram irmãos extremamente carinhosos, especialmente com Mongu, a quem mimavam sem medida. Em suma, Mongu era muito amada naquela família. Embora Jin Taishi, por vezes, deixasse marcas vermelhas ou de saliva no rosto da irmã, era apenas sua maneira de demonstrar carinho, razão pela qual ela tolerava suas travessuras.

Yang Jinu entrou, seguido de Nalinbulu e Nichuhe; após as saudações, sentaram-se. Yang Jinu tomou Mongu nos braços da Borjigit.

— Meng’er, sentiu falta do pai? — perguntou.

Mongu era muito afeiçoada ao pai, queria acenar afirmativamente, especialmente depois das marcas deixadas pelo irmão, mas agora, que a mãe já havia limpado, só podia transmitir seu desejo através do olhar, pois o pescoço ainda era pouco firme; não sabia se o pai compreendia seus sentimentos.

— Pai, a irmãzinha certamente sente mais a minha falta. Pequena, este é um pingente da sorte que o irmão trouxe para você, não é bonito? — Nalinbulu, que herdara não apenas a aparência, mas também o temperamento de Yang Jinu, não temia a severidade do pai e gostava de competir com ele. Mal o pai terminou de perguntar, já se adiantou, mostrando um pingente de prata à irmãzinha.

Mongu ficou encantada com o pingente, agarrou-o com as mãozinhas. Nalinbulu, ao ver o interesse da irmã, olhou o pai com orgulho.

— Meng’er, amanhã o pai trará um pingente ainda mais bonito para você. Por ora, brinque com este — Yang Jinu, vendo o contentamento da filha, não tentou retirar o presente, mas prometeu, com entusiasmo, superar o filho.

Mongu, ainda incapaz de falar, expressou sua alegria com um sorriso sem dentes. Yang Jinu, ao ver o sorriso da filha, lançou um olhar de triunfo a Nalinbulu. Este, por sua vez, decidiu que buscaria um presente ainda melhor para Mongu. Essa competição entre pai e filho acabou por enriquecer o pequeno tesouro de Mongu e Nichuhe.

— Chega, chega, um homem feito e ainda com ciúmes do próprio filho. Vamos jantar — disse a Borjigit, sorrindo diante da disputa entre os dois. Assim que ela falou, ambos aquietaram-se.

Mongu percebeu que não conhecia tão bem a mãe quanto imaginava; descobriu que ela também podia ser firme e forte, não apenas gentil. Observando aquela família adorável, pensou consigo mesma que poderia ser feliz ali, sem se preocupar, por ora, com o futuro casamento com Nurhaci.

— Irmãzinha, borde uma bolsinha para mim? — O tempo passou, Mongu completou três anos, uma adorável menina, que, com sua aparência e charme, conquistou todos da casa. Agora, agarrava-se à irmã Nichuhe, fazendo-lhe pedidos com voz melosa.

— Claro, em alguns dias farei uma para você. Venha, vamos saudar a mãe — Nichuhe, de temperamento delicado, era especialmente gentil com a irmã Mongu. Como a Borjigit estava ocupada com os assuntos da casa, e Jin Taishi, aos cinco anos, passou a estudar com Nalinbulu, Mongu passou a acompanhar Nichuhe em quase todo o tempo.

Mongu sentia-se afortunada por ter renascido naquela época, quando as mulheres não eram obrigadas a aprender música, caligrafia ou bordado, apenas se quisessem. Ela seguia a Borjigit para aprender a falar manchu e mongol; quanto à escrita, aprendia com os irmãos, pois, mesmo não sendo exigido que as mulheres fossem alfabetizadas, Mongu rejeitava a ideia de ser ignorante.

— Mamãe, Meng’er veio saudar a senhora — Antes de chegar à porta, Mongu escapou da mão de Nichuhe, correu para dentro, chamando e lançando-se nos braços da Borjigit.

— Que menina travessa, nem presta atenção, levante-se e cumprimente os presentes — A Borjigit já estava habituada ao comportamento da filha, reclamava, mas seu olhar era só de alegria.

Após as palavras da mãe, Mongu ergueu a cabeça do colo e percebeu que havia visitantes. Nichuhe também entrou, e ambas saudaram a convidada.

— Amu — Era a tia de Mongu, “Amu” é o termo manchu para tia paterna. Mongu a conhecia porque ela tinha um filho chamado Buzhai, que, por sua vez, teria uma filha muito famosa: Yehe Nara Buxiama, conhecida como a velha dama de Yehe, capaz de fazer ou desfazer impérios — também parte das missões de Mongu.

— Meng’er, sentiu falta da tia? Está cada vez mais bonita — Hada Nara tomou Mongu no colo, cheia de afeição. Como só tinha filhos, tratava Mongu e Nichuhe como suas próprias filhas.

— Meng’er sente falta da tia e do primo — Mongu, nesses três anos, aprendeu a comportar-se como criança, dominando a arte de encantar e pedir carinho sem vergonha.

— Que menina bondosa!

Mongu brincou com a Borjigit até a noite, antes de voltar ao seu próprio pátio. Para facilitar o acesso ao seu espaço, mudou-se do pátio da mãe no aniversário de três anos; seu quarto ficava ao lado de Nichuhe.

Após ser assistida pelos criados, Mongu adormeceu. Quando todos se retiraram e até mesmo o vigia caiu no sono, ordenou a Jinzi que o entorpecesse, e enfim adentrou seu espaço secreto.