Capítulo Quatro Zhou Shuren: Fora! Eu nunca disse tal coisa.

Sang Juara Akademik Memulai Perjalanannya Dari Mendapatkan Kota Teknologi Tangisan Mimpi di Puncak Bintang 3562kata 2026-03-11 14:52:45

Ao deparar-se com o quadro de lugares, Jiang Qiye ficou atônito por um instante; de súbito, compreendeu o olhar que Zhang Ling lhe lançara momentos antes, pois, ao lado de seu nome, destacavam-se em caracteres nítidos as três palavras: Lin Muxue.
Não, era mais correto dizer que o seu nome, discreto e apagado, pendia como que por acaso junto ao de Lin Muxue.

“Trriiim, trriiim...”

Eram nove e meia da noite; a última aula de estudo do dia chegava ao fim, encerrando, assim, mais uma jornada escolar.
Jiang Qiye rapidamente reuniu todos os seus pertences em duas caixas organizadoras e as levou para junto do local designado pelo quadro de lugares.
Virando-se, dirigiu-se ao encontro de Lin Muxue:
— Colega de carteira, precisa de ajuda?
— Hihi, muito obrigada — respondeu Lin Muxue, entregando-lhe uma das caixas, enquanto ela própria abraçava o restante dos livros, caminhando ao lado dele até seus lugares.

No tumulto da sala de aula, poucos notaram tal cena; contudo, Zhang Ling percebeu, e olhar-lhe foi intenso e enigmático, deixando escapar um suspiro melancólico antes de pegar também uma caixa e seguir, resignado, atrás daquele casal de tolos apaixonados até seu próprio lugar.

Dez minutos depois, já com todos os livros organizados, Jiang Qiye e Lin Muxue deixaram juntos a sala:
— Por que você me escolheu como colega de carteira?
Jiang Qiye jamais entendera; Lin Muxue sempre escolhera garotas como companheiras de mesa, por que, então, desta vez o escolhera?
— Fico curiosa: de onde você tira tantas perguntas estranhas?
Lin Muxue afastou uma mecha de cabelo da têmpora, troçando. Durante o estudo noturno, porém, pensara seriamente nas questões de Jiang Qiye e descobrira que muitas eram, de fato, interessantes, com raciocínios tortuosos, dignos de nota.
— Haha, imagino coisas enquanto leio sozinho — Jiang Qiye coçou a cabeça, um tanto envergonhado.
— Ei, Lao Jiang, nem me esperou!
Zhang Ling, com a mochila às costas, correu até eles.
— O representante de turma também está aí!
— Vamos, hoje eu pago o lanche da noite pra vocês!
Zhang Ling lançou o braço sobre o ombro de Jiang Qiye e, inclinando a cabeça, olhou para Lin Muxue:
— Não precisa, vou indo, colega de carteira.
Lin Muxue acenou para Jiang Qiye e se afastou em direção ao bicicletário.
— Para de olhar, para de olhar, senão vai acabar babando — Jiang Qiye cutucou Zhang Ling com o cotovelo.
— Ei, Lao Jiang, quando você conseguiu fisgar ela?
— Cai fora! — Jiang Qiye respondeu, rindo e xingando.
Brincando e trocando provocações, os dois chegaram ao portão da escola; Zhang Ling, que era aluno externo, e Jiang Qiye, interno, despediram-se ali.

Na manhã seguinte, Jiang Qiye acordou cedo, correu algumas voltas no campo e só então dirigiu-se calmamente à sala de aula.
Ao entrar, viu que Lin Muxue já estava sentada, recitando palavras em inglês; sobre a mesa, dois pãezinhos e uma garrafa de leite. Jiang Qiye pegou o leite e sacudiu na direção de Lin Muxue.
Ela, sem interromper o estudo, apenas indicou com a cabeça a direção da sala dos professores, voltando logo à sua tarefa.
Jiang Qiye abriu então o livro de vocabulário do vestibular e iniciou sua própria memorização; meia hora depois, sacou um volume de poesia clássica e prosseguiu.

Com o término do estudo matinal, Jiang Qiye alternava entre ler livros e resolver exercícios, perguntando ocasionalmente algo a Lin Muxue.
Ao meio-dia, graças a Zhang Ling, que antecipava o almoço, sobrava-lhe mais tempo; continuava, então, a almoçar com Lin Muxue, deixando Zhang Ling solitário num canto, engolindo a comida apressadamente.
Após o almoço, voltava para a sala, revisando questões enquanto digeria, e, à uma e meia, dormia religiosamente meia hora, garantindo vigor para o resto do dia.

Três semanas passaram-se velozmente. Após um breve período de adaptação, apoiado por Lin Muxue e outros colegas, Jiang Qiye sentiu-se pouco a pouco melhor.
Nesse tempo, compreendeu verdadeiramente um dito: “Quando você deseja sinceramente realizar algo, o mundo inteiro conspira a seu favor.”
Sua gratidão por aqueles amigos era genuína; após semanas de estudo incansável, já recuperara a maior parte do conhecimento anterior, e, graças à sua mente ágil, não apenas memorizara, mas também compreendera profundamente os conteúdos.

Faltando poucos minutos para o fim da última aula noturna, o velho Chen chamou o professor de Língua para fora e entrou na sala:
— Amanhã é a segunda prova mensal. Esforcem-se! Não exijo que estejam entre os cinco primeiros, mas, ao menos, não retrocedam. Se caírem mais, só pode ser o último lugar, hein!
— Entendido.
— Se alguém ficar em último, podem imaginar qual será o castigo das tarefas do feriado.
— Professor, pegue leve.
— Não, por favor!
— Velho Chen, seja generoso!
A sala irrompeu em lamentos.

Após o fim da aula, o velho Chen rapidamente organizou os rapazes para preparar o salão de provas.
— Jiang Qiye, boa sorte! — Lin Muxue, já com a mochila, sorriu para ele antes de partir, provocando uma onda de vaias dos outros rapazes. Zhang Ling enfiou a cabeça ao lado de Jiang Qiye, olhando para as costas de Lin Muxue:
— Que sorte a sua, irmão.
— Vai carregar mesa! — Jiang Qiye pegou um livro e bateu na cabeça de Zhang Ling como se jogasse whack-a-mole.

Após arrumar a sala, o dia chegara ao fim. De volta ao dormitório, Jiang Qiye não abriu mais os livros; deitou-se direto.
Olhando para as tábuas da cama superior, sentiu uma súbita emoção: jamais fora tão esforçado em sua outra vida.
De repente, seu corpo enrijeceu. Uma voz eletrônica soou em seus ouvidos:
Ding, missão lançada: alcançar o top 100 na prova mensal. (Para alguém com talento de prodígio como você, isso é como comer ou beber.)
Recompensa: um conjunto de livros de Física Fundamental. Elevação de permissão. (A Cidade Científica de Zhangjiang acha que você avança devagar demais e concede gratuitamente uma elevação de permissão.)
O sistema de Zhangjiang, há muito tempo obtido, finalmente emitia um alerta, assustando Jiang Qiye, que logo se viu tomado de alegria: “Enfim deu sinal de vida!”
Se não sentisse, em sua mente, a existência de uma coleção de livros completos, teria pensado que tudo não passara de um sonho. Agora, com o “dourado” plug-in funcionando, sentia-se animadíssimo.
— Top 100, hein? — murmurou Jiang Qiye.
— Lao Jiang, disse top 100? Vai entrar entre os cem desta vez? — De cima, Tu Maolin, seu colega de beliche, perguntou, espiando-o pela grade: — E hoje não vai estudar?
— Não, amanhã é dia de prova. Obrigado por este mês.
Jiang Qiye desculpou-se; o dormitório apagava as luzes às dez, mas ele ficava até uma da manhã, e os colegas jamais lhe disseram nada.
— Ora, somos irmãos de dormitório.

Do outro lado, um rapaz que lavava os pés ergueu-os, enxugando-os, e comentou, indiferente.
Embora não fossem tão esforçados, não se importavam com quem o fosse — e, afinal, um simples tapa-olhos resolvia tudo.

No dia seguinte, Jiang Qiye levantou cedo e chegou à sala de provas. O cronograma do exame mensal coincidia com o do vestibular da cidade de Shancheng: dois dias, Língua na manhã do primeiro, Matemática à tarde, Ciências na manhã seguinte, Inglês à tarde.
Os locais de prova eram distribuídos conforme as notas; Jiang Qiye ficara na própria turma, enquanto Lin Muxue e Zhang Ling estavam na sala principal, logo em frente.
Quando entrou, quase todos já estavam sentados, folheando antologias de poesia clássica, preparando-se para o embate.
Jiang Qiye olhou as horas: faltava mais de meia hora para o início. Pensou consigo: “A prova já vai começar e ainda conseguem estudar?”
Efetivamente, não tinha mais ânimo para ler. Um mês de estudo frenético o deixara exausto.
Além disso, acreditava que, em tão pouco tempo, ninguém conseguiria revisar dezenas de poemas; o que faziam era apostar nas possíveis questões. Se errassem o palpite, tudo se embaralharia.
Sentou-se conforme o número, olhou para fora: as árvores do meio do verão estavam exuberantes; folhas caíam ao vento, dançando em liberdade.
— O que foi? Meditando antes da batalha?
Uma voz familiar o despertou. Ao levantar os olhos, Jiang Qiye, um pouco constrangido, reconheceu Chen Hao, que seria o fiscal da primeira prova.
— Faça sua parte, não desperdice o esforço destes meses — Chen Hao disse, levando o envelope lacrado das provas à mesa. Ele sabia o quanto Jiang Qiye se dedicara naquele mês.
Observando as costas do professor, Jiang Qiye murmurou:
— Fique tranquilo, desta vez todos vocês se surpreenderão!

Restavam dez minutos para o início; o primeiro sinal soou. Chen Hao limpou a garganta e instruiu:
— Vou distribuir as provas. Não comecem a escrever antes do sinal. Chequem se há erros ou rasuras, preencham nome e número.
Após a distribuição, retornou à mesa:
— Todos conhecem as regras? Preciso repetir?
Vendo os trinta alunos negarem com a cabeça, sentou-se, abriu seu inseparável copo térmico:
— Só escrevam após o segundo sinal, atenção a isso.

Jiang Qiye preencheu atentamente seus dados, revisou a prova e virou para o tema de redação.
A proposta consistia em ler uma breve história e escrever um texto de oitocentas palavras, de qualquer gênero (exceto poesia). Jiang Qiye leu várias vezes e delineou mentalmente um esboço.
Assim que soou o segundo sinal, todos, temendo perder tempo, começaram a escrever; o sussurrar dos lápis sobre o papel ecoou pela sala.
Jiang Qiye também começou com a redação, como de hábito, iniciando com uma epígrafe grandiosa:
“Nunca saberá o quão preciosa é a luz quem jamais conheceu a escuridão. — Zhou Shuren”
Palavra após palavra, sentia-se cada vez mais inspirado, a escrita fluía como nascente.
De repente, sentiu-se observado; levantando os olhos, viu Chen Hao ao seu lado.
O professor, ao ver Jiang Qiye olhar para cima, sorriu, algo constrangido. Não era professor de Língua, mas compreendia bem o valor de uma redação. Mesmo sem formação específica, percebeu que aquele texto era excelente, a ponto de se perder na leitura.
Sobretudo aquela frase: “Quem nunca provou o amargor do inferno, não pode conhecer a doçura do paraíso.”