Capítulo 6: Eficácia

Perkebunan Semut Tingkat Dewa di Pedesaan Wǎn Qingchen 2265kata 2026-03-13 14:42:52

Quando a noite se fazia profunda e reinava o silêncio, Lin Chong jazia na cama, respirando de modo regular, imóvel como uma estátua. Parecia dormir, mas, na verdade, revivia mentalmente os acontecimentos dos últimos dois dias. Esperou até a madrugada, certo de que os pais já repousavam, e voltou ao espaço do vilarejo celestial, de onde extraiu um pouco da água da fonte, planejando irrigar as terras com ela.

Saiu de casa sorrateiramente, dirigindo-se às duas pereiras atrás da residência. Ao contemplar os frutos verdes, dispersos e escassos nos galhos, Lin Chong não pôde deixar de torcer o nariz em silêncio. O período de amadurecimento dos pêssegos já se estendia por quase dois meses; os melhores haviam sido colhidos há muito, restando apenas frutos tortos e feios, que não atraíam nem o olhar, tampouco o paladar.

Lin Chong abriu uma garrafa de água mineral, cavou um pequeno buraco junto à árvore e despejou todo o conteúdo ali. Repetindo o procedimento, irrigou também a outra pereira e as duas árvores de jujuba com a água da fonte celestial. Em seguida, tomou uma garrafa para si e, satisfeito, retornou ao quarto para descansar.

“Pum, pum, pum…”

“Menino, levante-se para comer! Já está crescido e ainda dorme até tarde!” — bradou a avó, batendo à porta.

“Sim, já estou indo, vou levantar agora…” respondeu Lin Chong.

Olhando pela janela, percebeu a claridade tênue do amanhecer; eram seis ou sete horas, momento em que, no campo, todos acordam pontualmente, mantendo-se sempre vigorosos.

O café da manhã era composto de três pratos e uma sopa: carne de porco com pimentão, picles, pepino frio e uma tigela de sopa de tomate com ovo. Os vegetais eram cultivados pela própria família, exalando um aroma fresco e delicado, bem diferente dos que se encontram no mercado, cujos sabores denunciam o uso de pesticidas e agentes de maturação.

Como Lin Chong acabara de retornar após dois anos ausente, o café da manhã fora preparado com especial esmero; de ordinário, a refeição matutina no campo não passava de mingau com picles, jamais pratos tão elaborados.

“Chong’er, depois do café, vá dar uma volta pela vila. Dois anos fora, muita gente já não te reconhece. Passe também no comitê do vilarejo; a filha dos Liu trabalha lá como contadora, converse com ela, aproxime-se, torne-se íntimo.”

“Ah…” Lin Chong olhou para a mãe, que lhe sugeria, com absoluta seriedade, que conquistasse uma moça, quase deixando escapar a comida da boca.

“Mãe, hoje quero passar pelo mercado; depois, com tempo, visito a vila. Agora que não vou embora, tenho tempo de sobra. Aliás, ontem irriguei as árvores atrás de casa com um pouco do suplemento nutritivo que trouxe. Daqui a pouco vou ver como estão.”

“Filho tolo, como pode, sendo criado no campo, acreditar que existe suplemento capaz de mostrar efeito em um só dia?” A expressão de desdém da mãe fez Lin Chong calar-se, decidido a mostrar a todos, em breve, o resultado.

Após o café, Lin Chong dirigiu-se ao quintal e observou, em silêncio, as duas pereiras e as jujubeiras.

“Desta vez exagerei…” murmurou ao ver as árvores carregadas de pêssegos e jujubas. Jamais imaginara que a água celestial surtiria efeito tão rápido; em apenas uma noite, os galhos estavam abarrotados de frutos.

Colheu os maiores e, ao entrar em casa, bradou: “Vovô, vovó, pai, mãe, venham provar os pêssegos que acabei de colher!”

“Já vamos, já vamos. Logo cedo gritando por causa de alguns pêssegos, que exagero…” resmungou a mãe, Wen Hui.

Lin Zhong, acompanhado da avó, saiu da casa. Ao avistar os pêssegos nas mãos do neto, seus olhos brilharam; apoderou-se de um e, ao mordê-lo, sentiu o sabor doce e suculento, com algo de especial.

Lin Zhong franziu o cenho e perguntou: “Você usou aquela água que nos deu ontem para irrigar as pereiras?”

“Vovô, como é perspicaz! Conseguiu descobrir pelo sabor!” elogiou Lin Chong sinceramente.

“Que desperdício. Pelo visto, você tem muita daquela água. Quero uma taça todos os dias; passarei de manhã para pegar.”

“Vovô, não diga isso. Se gostar, logo lhe trago mais. É apenas um produto experimental que desenvolvi com um amigo, há quanto quiser.” Lin Chong repetiu a explicação que dera à mãe Wen Hui.

“Sim, vejo que pensou em nós.”

“Levem mais desses pêssegos e jujubas, vovô e vovó. Pretendo sair ao mercado; há muito não vou, sinto falta. Voltarei cedo. Se aquele Zhao Lao San vier procurar você hoje, vou inutilizar a outra mão dele.”

A mãe Wen Hui repreendeu: “Já voltou e só pensa em brigar; esses anos de universidade foram em vão? Além do mais, com seu pai e vovô presentes, não cabe a você agir.”

“Vovô é idoso; como neto, devo protegê-lo,” disse Lin Chong, com um sorriso atrevido.

“Ha ha, o velho aqui ainda não precisa de proteção. Vá se divertir, e apenas me traga mais água,” respondeu Lin Zhong, de excelente humor, com o rosto rubro e menos cabelos brancos na cabeça.

Lin Chong esfregou os olhos, pensando ter visto errado. Será que a água celestial era tão poderosa? Mas por que a avó não apresentava mudanças? Parecia-lhe que a destreza de vovô exercia algum efeito.

Lin Chong sabia que o avô era versado em artes marciais—boxe militar, palma de Bagua, entre outras. Quando jovem, fora soldado e enfrentara o campo de batalha. Sobreviver naquele ambiente era um mérito notável, mas Lin Chong desconhecia a extensão de seus conhecimentos e a origem de seu aprendizado.

Na infância, Lin Chong era frágil; aos quatro ou cinco anos, frequentemente acompanhava o avô em corridas pelas montanhas. Lembrava-se vagamente de um templo taoista atrás do vilarejo Niu Tou, onde residia um velho monge e dois ou três jovens monges, que desciam à vila para tratar pequenas enfermidades dos moradores.

O velho monge costumava oferecer-lhe pílulas estranhas, que Lin Chong achava saborosas; após recuperar a saúde, pediu mais, mas o monge nunca quis lhe dar novamente.

O tempo passou, e Lin Chong não sabia se o templo ainda existia. Se surgisse oportunidade, gostaria de visitá-lo, agradecendo pelo auxílio de outrora.

Agora, caminhando pelas ruas, Lin Chong ouviu os pregões familiares e foi trazido de volta à realidade. O mercado de Tongren era movimentado, graças ao grande número de agricultores que montavam suas bancas. Nos últimos anos, o entusiasmo diminuíra, mas, com o anúncio do governo sobre a construção de uma zona turística, muitos que não prosperavam na cidade voltaram ao campo.

Além disso, o mercado da vila, diferente das cidades, não exigia taxa de bancas nem tinha fiscais para expulsar vendedores. Caso alguém tentasse cobrar, a ira dos moradores expulsava-os em uníssono—episódios assim já haviam ocorrido.

A família Lin Chong cultivava apenas hortaliças e frutas; nada além de produtos agrícolas. Segundo seus planos, poderia também criar peixes. Estava certo de que, sob o efeito da água celestial, tanto peixes ornamentais quanto de consumo cresceriam bem, apresentando excelente aparência e carne de qualidade, dignas de serem comercializadas.