Capítulo Seis  Desejas ser Li Shimin? (Peço que adicionem aos favoritos, recomendem e apoiem com recompensas)

Ada Jiwa dalam Dinasti Song Da Luo Luo 2886kata 2026-03-13 14:40:44

Neste exato momento, na Cidade Imperial, dentro do Salão Chongzheng. Um homem de mais de quarenta anos, de feições refinadas e olhar límpido, trajando o tradicional chapéu preto de abas retas, vestido em túnica vermelha de largas mangas, ostentando uma bela barba longa e semblante de verdadeiro imortal, jazia desleixadamente esparramado sobre o trono imperial, soltando suspiros incessantes.

Este homem de meia-idade era ninguém menos que o oitavo imperador da dinastia Song, autodenominado Soberano Mestre e Imperador Daoísta, Zhao Ji. Contava então apenas quarenta e quatro anos, auge de sua maturidade, e, ao contrário de seus predecessores de saúde frágil, Zhao Ji nascera com um vigor invejável, raramente adoecera desde a infância. Dizia-se, sem exagero, que poderia reinar por mais trinta anos, como bem afirmava Zhao Kai. Contudo, esse soberano robusto e pleno de vitalidade agora se via prostrado na cadeira, sem forças sequer para se sentar ereto — parecia vítima de um derrame!

Mas, segundo diagnóstico dos médicos da corte, não havia nele qualquer enfermidade; ao contrário, sua constituição podia muito bem ser comparada à de um touro. Já para os ministros presentes no Salão Chongzheng, a moléstia do Soberano Mestre era a “doença da covardia”, já em estágio terminal, sem remédio possível.

Diante disso, todos os altos dignitários, retos ou vis, decidiram unanimemente abandonar qualquer tentativa de “cura” para Zhao Ji... No entanto, no momento decisivo de abdicar e deixar o trono, o imperador covarde mostrava-se incapaz de renunciar ao poder supremo. Anunciara que passaria o trono ao príncipe herdeiro, mas, ao expedir o edito dois dias antes, mudara de ideia e concedera-lhe apenas o título de Regente de Kaifeng. Os ministros sabiam bem que isso não bastava; um príncipe-regente não teria autoridade suficiente para manter a ordem.

Sabiam ainda que a “doença da covardia” era hereditária na casa de Zhao! O príncipe herdeiro era igualmente pusilânime — se o encorajassem devidamente, talvez sustentasse a defesa de Kaifeng por algum tempo; mas, recebendo só o posto de regente, fugiria tão logo quanto o imperador. E a dinastia Song, então, estaria perdida?

Restava, pois, aos ministros trancafiar Zhao Ji no Salão Chongzheng e persuadi-lo sem cessar, desde a tarde anterior até então. Para evitar complicações — especialmente uma intervenção do Príncipe de Yun, Zhao Kai, ávido pelo trono —, os dignitários ordenaram aos generais Gao e He, chefes das três divisões militares, que destacassem tropas para vigiar as seis portas da Cidade Imperial. Não tomaram o controle dos portões, nem os fecharam; apenas alinharam soldados diante deles para intimidar quem ousasse se aproximar.

Por que assim agiram? Porque não só o imperador e o príncipe eram covardes; os ministros também! Tal soberano, tal corte.

Fora da Cidade Imperial, o território era governado pelos ministros das duas casas, pelos generais das três divisões e pelo pretor de Kaifeng. Com tropas à porta do palácio, em tempos de invasão jurchen e inquietação popular, justificava-se a medida como precaução contra tumultos. Se, porém, as tropas adentrassem de fato a Cidade Imperial, o significado seria outro — e nenhum general se atreveria a assumir tamanha responsabilidade... Afinal, o último a fazê-lo chamava-se Zhao Kuangyin!

Felizmente, todos sabiam que o Príncipe de Yun, Zhao Kai, era também um covarde. Embora, como supervisor da Cidade Imperial, tivesse autoridade para introduzir guerreiros de sua confiança, jamais ousaria forçar entrada com tropas armadas.

Agora, sob constante pressão e ameaças dos ministros, Zhao Ji finalmente consentira em expedir o edito de abdicação. O documento estava redigido, selado com o carimbo imperial — carecia apenas da chegada do príncipe Zhao Huan para consumar a transferência do trono.

Então, quem quisesse fugir poderia fugir; quem não quisesse arcar com responsabilidades seria obrigado a resistir até o fim em Kaifeng.

Neste momento, porém, Zhao Ji já se arrependia. Olhava ansioso para o edito de abdicação nas mãos do ministro Wu Min, cogitando algum estratagema para reavê-lo. Mas Wu Min, traidor astuto, segurava o documento com firmeza...

Quando Zhao Ji se via sem alternativas, quase às lágrimas de desespero, alguém irrompeu pelo salão, gritando: “Desgraça! Desgraça!... Sua Alteza, o Príncipe de Yun, entrou no palácio!”

O quê? O Príncipe de Yun entrou no palácio? Como seria possível?

Os ministros no salão não acreditavam. Havia trezentos soldados das três divisões em cada um dos seis portões; como entrara o Príncipe de Yun? Forçara a passagem? Seria ousadia demais! Impossível! Teria então escalado os muros? Sim, só podia ser isso — o Príncipe era versado tanto nas letras quanto nas armas, capaz de conquistar o exame imperial e de saltar muralhas.

Todos voltaram seus olhares para o mensageiro, e, ao reconhecê-lo, ficaram boquiabertos. Tratava-se de um oficial de portaria, Liu Qi, robusto e de semblante imponente, com costas largas, sobrancelhas espessas, olhos vivos e rosto quadrado, cuja expressão, no entanto, era de puro pavor.

Seria possível que o Príncipe de Yun o assustara tanto assim? Que covardia, pensaram.

— Xinshu, — interpelou o general Gao Qiu, velho amigo do pai de Liu Qi e, portanto, seu parente por afinidade —, por que tamanha aflição?

Liu Qi respondeu: — General, Sua Alteza o Príncipe de Yun entrou pelo Portão Leste! Vem em direção ao Salão Chongzheng!

— E daí? — zombou Wu Min, o ministro-chefe, cuja influência estava em alta por liderar a renúncia de Zhao Ji. — Tudo já está decidido. O príncipe ousaria trazer tropas ao palácio?

Liu Qi, admirado com a compostura de Wu Min, assentiu: — O senhor acertou, ministro. O Príncipe de Yun, de fato, entrou com tropas no palácio!

O semblante de Wu Min se ensombrou: — E o general He? Por que não impediu o príncipe?

Liu Qi sacudiu a cabeça: — Ministro, o general He não apenas não impediu, mas entrou junto com o príncipe e as tropas!

— O quê?

— He Guan, um militar, ousa trazer soldados das três divisões ao palácio?

— Que pretendem o Príncipe de Yun e He Guan?

— Como ousam tamanha afronta?

— O Príncipe de Yun deseja repetir o que se passou no quarto dia do sexto mês do nono ano de Wude?

Diante dessas palavras, o salão mergulhou no caos; todos os ministros se alarmaram, e alguém chegou a gritar pelo infame “quarto dia do sexto mês do nono ano de Wude”! Ao ouvir isso, o Salão Chongzheng caiu num silêncio súbito. Todos fitavam Zhao Ji, prostrado no trono, como se dissessem: “Teu filho quer tornar-se Li Shimin, e tu nada fazes?”

Zhao Ji também parecia atordoado. Conhecia seu terceiro filho como ninguém: talento não lhe faltava, fosse nas artes ou nas armas, mas de coragem... só a ponta de uma agulha. Como poderia ousar romper o palácio com tropas? Haveria algum engano?

Nesse instante, o som de passos apressados ecoou do exterior. Todos voltaram os olhos para a porta e viram adentrar um homem corpulento, vestindo armadura de escamas entrelaçadas e elmo alado, mão sobre o punho da espada, avançando a largos passos. Seguiam-no He Guan, Huang Wuji, Chen Ji; os dois primeiros trajavam roupas civis, Huang Wuji vestia armadura sob o gibão.

E todos portavam espadas!

O semblante do homem em armadura... além de mais rubicundo, mais rechonchudo e feroz, era inconfundível: o príncipe de Yun, Zhao Kai, o filho predileto do imperador!

Que se passava com o príncipe? Por que tamanha fúria? De seu ser emanava aura assassina... Teria ele, como Li Shimin, assassinado o príncipe herdeiro diante do Portão Leste?

Os ministros, férteis de imaginação, ao verem aquele Zhao Kai ameaçador, só podiam associá-lo a Li Shimin, o parricida e fratricida!

Com a dinastia ameaçada pelo inimigo externo e agora com um “novo Li Shimin” no seio da corte, que fazer? Seria preciso aclamar o feroz príncipe de Yun como imperador? Conseguiria a versão song de Li Shimin derrotar os invasores jurchen e preservar a fortuna de todos?

Zhao Ji também reconheceu Zhao Kai. Pensou em Li Shimin e, com voz trêmula, perguntou: — Sanlang, pretendes tornar-te Li Shimin?

Zhao Kai, nesse momento, fitava a direção do trono. A penumbra do salão dificultava-lhe distinguir o ocupante do trono, mas sabia, sem olhar, que ali estava o imperador disposto a fugir em desonra — o próprio Huizong.

Enquanto ponderava como constranger “Huizong” a resistir aos jurchen, ouviu Zhao Ji perguntar-lhe se desejava ser Li Shimin.

Zhao Kai refletiu seriamente: ser Li Shimin não era má ideia; Li Shimin domava todos os rebeldes e jamais perdera em combate. Se ele próprio tivesse tal destreza, resistir aos jurchen seria simples!

Por isso, assentiu com firmeza:

— Este Kai deseja, de fato, imitar o grande Taizong dos Tang!