Capítulo Cinco Gu Jia Traz Suas Tropas para Cumprir o Dever Filial (Peço que adicionem aos favoritos, recomendem e ofereçam recompensas)

Ada Jiwa dalam Dinasti Song Da Luo Luo 2890kata 2026-03-12 14:37:52

— He Guan, reconheces o Rei Solitário?

Montado em um imponente corcel, Zhao Kai fitava com olhos ardentes de fúria, a lança erguida e apontada para He Guan, que se postava sobre a ponte de pedra à frente. Sua voz ressoou alta e imperiosa.

He Guan, por sua vez, limitou-se a balançar a cabeça, perplexo — de fato, não o reconhecia! Quem era aquele que, com tamanha ousadia, ousava avançar sobre o Portão Donghua com apenas dois ou três centos de soldados? Desde a fundação da dinastia Song, jamais ocorrera afronta semelhante!

Ao ver o gesto negativo de He Guan, Zhao Kai também se mostrou surpreso. Afinal, conhecia aquele homem. Por que ele fingia não saber quem era? Teria, por acaso, virado as costas a velhos conhecidos por agora acobertar a fuga do imperador deposto, tornando-se cúmplice dos traidores?

— He Zhongyuan, reconheces Huang, este homem? — bradou outro cavaleiro que seguia de perto Zhao Kai, um sujeito corpulento de rosto quadrado.

Ao fitar-lhe o semblante e o porte, He Guan logo o identificou. Era Huang Wuji, outrora um guerreiro do exército do Oeste que, após alistar-se nas fileiras de Tong Guan, agora ocupava o posto de comandante da Quinta Companhia dos Guardas Pessoais.

Vendo que He Guan assentia, Huang Wuji estendeu o braço e apontou para Zhao Kai, gritando com voz potente:

— He Zhongyuan, olha bem! Este é Sua Alteza, o Príncipe de Yun, supervisor das Guardas do Palácio Imperial. Hoje, comanda trezentos homens da Quinta Companhia, a pé e a cavalo, para guardarem o palácio. Abre passagem! Não demores a entrada de Sua Alteza!

Ao ouvir tais palavras, He Guan esfregou os olhos, observando atentamente o homem ao lado de Huang Wuji: barba e cabelos em desalinho, rosto avermelhado e algo inchado — um verdadeiro “rosto inchado para parecer forte” —, olhos faiscantes de ferocidade, armadura intricada ao corpo e lança em punho. Só então se deu conta: aquele homem, insólito e tresloucado, era de fato o Príncipe de Yun, Zhao Kai.

O que sucedera à Sua Alteza? Era, por natureza, um príncipe erudito, de modos refinados. Embora comandasse milhares de soldados das Guardas do Palácio, jamais se apresentara em público como guerreiro, muito menos com tamanha aura assassina... A quem pretendia ele abater? Não seria a mim, o velho He, seu alvo?

A tal pensamento, mesmo He Guan, veterano de incontáveis batalhas, sentiu um frio percorrer-lhe a espinha. Ainda assim, cônscio de seu dever, voltou-se para Zhao Kai e, com as mãos postas em saudação, declarou:

— Majestade, por ordem superior, este servo guarda o portão. Sem permissão, não ouso franquear Vossa Alteza...

— Pura balela! — berrou Chen Ji, o astuto conselheiro de Zhao Kai, interrompendo-o. — Quem ignora que Sua Alteza é supervisor das Guardas do Palácio? Os portões do palácio estão sob sua jurisdição. Como te atreves, mero comandante militar, a impedir-lhe a entrada com seus guardas? Conheces, porventura, as leis dos ancestrais?

Chen Ji tinha razão. Em que tempo, sob a dinastia Song, um comandante militar ousaria barrar o supervisor das Guardas do Palácio? Tal ato, em circunstâncias ordinárias, já seria suficiente para ser acusado de rebelião. Ainda que He Guan tivesse sido designado para defender o Portão Donghua, não recebera ordens para impedir a entrada de Zhao Kai.

Além disso, Chen Ji não argumentava ao vento. Trazia consigo testemunhas — trezentos robustos soldados trajando couraças e armados, que, ao menor sinal de Zhao Kai, fariam He Guan compreender, pela força, o verdadeiro sentido da razão!

Pois mesmo atrás de He Guan havia também trezentos soldados do Corpo de Infantaria, contudo, vinham sem armaduras ou armas longas. Nem mesmo He Guan, ou seus homens, ousariam combater ali, diante do Portão Donghua, os guardas pessoais do supervisor do palácio.

Afinal, estavam na dinastia Song!

Se He Guan, de fato, liderasse seus trezentos soldados à vitória, degolando inimigos diante do Portão Donghua, quando Zhao Huan ascendesse ao trono, logo trataria de livrar-se dele! E os soldados que o seguissem teriam destino funesto, despachados para morrer na linha de frente... He Guan era guerreiro calejado de quarenta anos, zorro veterano, e os trezentos que comandava, todos soldados experientes de Kaifeng, sabiam bem o que mais temia o Imperador da dinastia Song.

Por isso, não trajavam armaduras, não portavam armas longas, nem arcos e bestas, tampouco entravam pelo Portão Donghua. Cumpriam a ordem dos altos oficiais das duas prefeituras apenas para dar aparência de ação. Se a luta fosse real, desculpar-se-iam por não terem armas à mão, retornando ao quartel para buscá-las...

Todavia, He Guan não podia ainda retirar-se sob tal pretexto, pois restava-lhe transmitir uma notícia desagradável a Zhao Kai.

Tornou a saudar Zhao Kai, dizendo:

— Servidor He Guan acaba de receber notícias: Sua Majestade já expediu decreto transmitindo o trono ao Príncipe Herdeiro. O grande assunto está decidido. Vossa Alteza chegou tarde!

Ao ouvirem tais palavras, Chen Ji, Huang Wuji e Wang Xiaode, que acompanhavam Zhao Kai, viram-se esvaziados de ânimo, seus rostos transtornados.

Pois, uma vez promulgado o decreto de transmissão, Zhao Huan deixava de ser Príncipe Herdeiro para tornar-se o novo Imperador! A legitimidade já lhe pertencia. Caso Zhao Kai insistisse em invadir o palácio, seria declarado rebelde. Se fosse o antigo Zhao Kai, já teria regressado desolado à sua mansão, resignado ao destino de príncipe traído.

Se este Zhao Kai fosse um homem mais maduro e astuto, nem esta cena teria ocorrido — bastaria fugir de Kaifeng com Zhu Fengying e uns poucos de confiança. Ocultando-se por alguns meses, poderia ressurgir após o segundo cerco de Kaifeng, erguendo a bandeira da resistência aos jurchéns, e ainda assim conquistar o trono.

Mas este Zhao Kai não era nem tão covarde quanto o anterior, nem tão ardiloso. Sua alma tinha apenas dezessete anos, e ele estava absolutamente convencido de ser herói escolhido pelo Céu!

Como poderia um herói celestial refugiar-se à margem dos acontecimentos, esperando a queda de Kaifeng e vendo suas irmãs tornarem-se brinquedos dos inimigos?

— Hahahaha! — De súbito, Zhao Kai soltou uma gargalhada para o céu, espantando seus três acompanhantes, assim como He Guan à sua frente, e atraindo todos os olhares diante do Portão Donghua.

— O Filho do Céu é o soberano dos soberanos, desfrutando de todas as glórias e riquezas do mundo. Depois de Yao e Shun, quem mais teria vontade de abdicar do trono? Toda abdicação se faz sob coação de traidores e usurpadores... Ademais, meu pai, o Imperador, ainda está em pleno vigor; pode reinar por mais trinta anos, se quiser. Por que haveria de ceder o trono agora? Certamente, foi forçado por traidores a tal decisão!

Enquanto falava, Zhao Kai apontava a lança para He Guan, assumindo postura de combate montado, o que apavorou o velho general — pretendia mesmo lutar!

O Príncipe de Yun queria mesmo liderar seus homens e invadir o palácio! Seria este ainda o Príncipe de Yun da dinastia Song?

Vendo Zhao Kai prestes a avançar, He Guan logo percebeu o acerto de suas palavras.

Apressou-se a gritar:

— Esperai, Majestade, esperai! Sendo Vossa Alteza o supervisor das Guardas do Palácio, é natural que entre para ver Sua Majestade. Eu, como servidor externo, como ousaria obstruir? He Guan e seus homens recolher-se-ão ao quartel...

Zhao Kai também respirou aliviado; nunca matara ninguém, e a perspectiva de um combate de fato o apavorava. Além disso, suas habilidades de equitação ainda não estavam plenamente “restauradas”; posar de guerreiro era uma coisa, combater de verdade, quem sabe, não acabaria caindo do cavalo?

— Majestade, não o deixeis ir! — Neste instante, Chen Ji, seu conselheiro, advertiu: — He Guan é comandante dos Guardas de Infantaria, detém grande poder. Se partir, pode trazer reforços!

Zhao Kai tornou a apontar a lança para He Guan:

— Não seria melhor que o Grão-Marechal nos acompanhasse ao palácio?

He Guan suspirou, expressão de quem vai às lágrimas:

— Não sei qual a intenção de Vossa Alteza ao adentrar o palácio?

Zhao Kai respondeu com seriedade:

— Evidentemente, solicitar ao meu pai que retome a decisão, que continue sendo o soberano de todos os filhos da dinastia Song, e que juntos defendamos Kaifeng, preservando nosso império han!

“Hipócrita!”, pensou He Guan. Não acreditava numa só palavra do príncipe. Com tamanho risco assumido, chegando ao ponto de invadir o palácio com tropas, como não teria ambições ao trono? Se não tomasse já o trono, ao menos buscaria o posto de Príncipe Herdeiro.

No entanto, apesar de seu ceticismo, manteve a formalidade, curvando-se diante de Zhao Kai:

— Vossa Alteza demonstra grande zelo pelo império e seu povo. Este velho servo admira profundamente e deseja seguir à cauda de vosso corcel, para juntos protegermos a dinastia Song.

— Muito bem! — exclamou Zhao Kai, meneando a cabeça. Erguendo o olhar para os trezentos soldados atrás de He Guan, bradou: — Vós, soldados do Corpo de Infantaria, sois valorosos guardas da dinastia Song. Desejais entrar comigo no palácio para rogar a Sua Majestade que recue de sua decisão e juntos defendamos a dinastia?

— Nós seguiremos Vossa Alteza!

— Defendamos a dinastia Song!

— Entraremos com Vossa Alteza no palácio!

Qual deles ousaria negar, sob pena de morte? Ademais, suas famílias, em maioria, residiam em Kaifeng ou arredores. Não lhes interessava a fuga de Zhao Ji — mesmo que abdicasse antes de partir, tal ato abalaria os ânimos, e levaria consigo a elite das tropas de Tong Guan, enfraquecendo irremediavelmente a defesa da cidade, tornando-a indefensável.

Zhao Kai riu novamente, então apontou com a lança para o Portão Donghua, entreaberto (guardado também por oficiais da Guarda do Palácio, que, naturalmente, não impediriam sua entrada), e bradou em voz alta:

— Senhores, sigam-me! Ao palácio!