Capítulo Oito: O Estranho Luo Xiaotian

Catatan Seratus Makhluk Aneh Nada Arwah yang Belum Usai 3572kata 2026-03-15 14:34:13

  Luo Xiaotian era, de fato, um sujeito nada confiável!

  Yun An praguejou baixinho algumas vezes, fitando os pequenos seres de fogo que o cercavam, sua expressão tornava-se cada vez mais grave.

  A barreira de água sustentada por sua magia celestial não resistiria por muito tempo; eram tantos os pequenos seres flamejantes que a barreira já dava sinais de ruptura iminente.

  Yun An uniu as mãos e invocou sua espada de luz. Embora não pudesse enfrentar Huo Dou em sua forma plena—uma besta demoníaca de poder aterrador—diante dele estavam apenas encarnações do monstro, cuja força não chegava nem à metade de seu verdadeiro poder. Havia, então, uma esperança de vitória, se se arriscasse.

  O calor abrasador tornava sua respiração curta; vendo os aldeões mortos no vilarejo, Yun An sentia-se cada vez mais ansioso.

  Era preciso destruir Huo Dou sem demora, ou o povoado inteiro seria consumido!

  Quando a barreira de água estava prestes a ser dilacerada pelos pequenos seres de fogo, Yun An percebeu que a força de seus impactos ressoava junto à barreira, e a cada choque surgiam ondas—água e fogo se entrelaçavam, criando vibrações a cada colisão.

  Num lampejo de inspiração, Yun An injetou poder mágico nos pontos de maior oscilação da barreira; num instante, ela explodiu, e a força do impacto aniquilou todos os pequenos seres flamejantes.

  Observando os pequenos demônios reduzidos a uma névoa, Yun An maravilhou-se em silêncio. Se meras encarnações já possuíam tal poder, o verdadeiro Huo Dou era, sem dúvida, assustador além da imaginação.

  Yun An sabia que, para selar Huo Dou, precisava encontrar Luo Xiaotian. Embora continuasse a duvidar de sua confiabilidade, não lhe restava alternativa.

  Primeiro, Yun An foi aos arredores da cidade verificar Xiao Ya. Percebeu que uma estranha membrana translúcida envolvia firmemente o corpo da pequena criatura, cujos ferimentos já haviam se curado por completo.

  Sem tempo para aprofundar-se em tais mistérios—desde que fossem benéficos a Xiao Ya—urgia encontrar Luo Xiaotian e selar Huo Dou, a fim de evitar mais mortes. As chamas continuavam a se alastrar, e restava-lhe pouco tempo.

  À distância, Chen Xin e Jiang Peilei ainda combatiam ferozmente, mas Chen Xin já tomara a dianteira.

  Chen Xin, dotada de denso poder demoníaco, mas não sendo um demônio, tornava quase inútil a Bai Yao Teng de Jiang Peilei, pois, afinal, até mesmo os demônios reverenciam aqueles mais poderosos do que eles próprios.

  Chen Xin era uma existência aterradora.

  E, ainda assim, tal poder encontrava-se grandemente reduzido desde que fora selada tempos atrás.

  —E de que te serve derrotar-me? —bradou Jiang Peilei, tomada de fúria.— Aquele pequeno sacerdote lá embaixo provavelmente já virou cinzas.

  Mal as palavras deixaram-lhe os lábios, um lampejo rubro cintilou no olhar de Chen Xin, que, num relâmpago, brandiu sua espada e lançou-se contra Jiang Peilei.

  Yun An era seu ponto fraco; quem ousasse feri-lo, deveria ser eliminado.

  Yun An, que a ela pertencia, deveria partilhar com ela todos os dias e todas as horas do futuro. Embora confiasse em sua força, Chen Xin não tolerava que ninguém, por qualquer motivo, ousasse amaldiçoá-lo.

  Antes, pretendia apenas ajudar Luo Xiaotian a eliminar Jiang Peilei, mas ao ouvir menção de Yun An, o poder oculto em Chen Xin despertou de imediato.

  Diante de Chen Xin, Jiang Peilei sentia apenas terror.

  O poder de uma fera divina era, de fato, assustador. Chen Xin raramente revelava sua verdadeira forma—apenas em lugares ermos relaxava-se o suficiente para ostentar suas asas—mas, nas disputas anteriores, Jiang Peilei tivera a rara sorte de vislumbrar, uma ou duas vezes, a verdadeira natureza de Chen Xin, compreendendo, assim, sua identidade.

  Como praticante de artes demoníacas, não lhe era difícil perceber o qi demoníaco que emanava de Chen Xin. Afinal, também era cultivadora, e, em rigor, partilhava com Yun An a mesma origem das artes taoístas. Para habilidades que contrariavam a sua, permanecia sempre sensível.

  —Você é mesmo uma louca! —gruniu Jiang Peilei, mordendo os lábios. Sempre se considerou uma deusa, mas não podia negar sua essência mortal.

  Eis a diferença entre deuses e mortais: os deuses podem manipular e julgar os mortais a seu bel-prazer, mas os mortais só podem reverenciá-los.

  Mesmo diante de Chen Xin, destituída há muito de seu estatuto divino, quando o poder em seu corpo se manifestava, Jiang Peilei sentia as pernas fraquejarem—resquício do respeito instintivo de um mortal perante os deuses.

  Quando Chen Xin estava prestes a desferir-lhe o golpe fatal, Jiang Peilei, num impulso desesperado, concentrou suas forças demoníacas e fugiu.

  Chen Xin observou-a afastar-se. Se quisesse persegui-la, certamente a alcançaria, mas o que mais importava era Yun An; não tinha ânimo para perder tempo com Jiang Peilei.

  Afinal, batalhar contra mortais era uma insignificância aborrecida.

  Guiada pelo odor, Chen Xin buscou o paradeiro de Yun An. Chegando ao vilarejo, surpreendeu-se com o cenário de devastação. Não se deteve para preocupar-se com o destino dos aldeões—só lhe importava a segurança de seu Yun An.

  Enquanto isso, Jiang Peilei, já distante, arfava de cansaço. Chen Xin era realmente aterrorizante; não fosse seu engenho ao recorrer à força demoníaca, teria sucumbido ao golpe de instantes atrás.

  Como cultivadora das artes demoníacas, só conseguia ampliar seu poder invocando diversos demônios; seu próprio cultivo bastava para vencer mortais, mas diante de uma fera divina, era completamente impotente.

  Durante o combate contra Luo Xiaotian, Chen Xin jamais desejou matar de verdade, nem demonstrou sua força plena; mas desta vez, Jiang Peilei tocara em sua escama proibida, e o poder autêntico de Chen Xin, ao eclodir, a aterrorizou profundamente.

  Contudo, Jiang Peilei não queria admitir sua inferioridade. Invocar Huo Dou lhe consumira demasiada energia; comprimiu o peito, praguejando: —Maldição! Parece que terei de cultivar ainda mais...

  No vilarejo, os avatares demoníacos de Huo Dou espalhavam-se por toda parte; Chen Xin os destruía um a um, buscando por Yun An. Entretanto, como Huo Dou ainda não se manifestara, ela não se atrevia a procurar abertamente; em seu estado atual, dificilmente venceria caso ele aparecesse de súbito.

  Enquanto isso, Yun An, já exausto de vasculhar todas as grandes árvores do sul, norte e leste da cidade sem encontrar rastro de Luo Xiaotian, estava tomado de fúria.

  Maldito Luo Xiaotian, ousou enganá-lo.

  Mas, não havia outra escolha; resignado, Yun An dirigiu-se ao oeste, na esperança de ter melhor sorte.

  No oeste da cidade, ainda não encontrou Luo Xiaotian. Exausto, tombou sob um loureiro, praguejando contra ele.

  —Caro amigo —a voz de Luo Xiaotian soou de cima da árvore—, utilizar as características da água e do fogo, atacar os pontos mais frágeis da barreira aquática e gerar uma explosão para repelir os pequenos seres de fogo... Nada mau.

  Yun An ergueu-se ao escutar, fitou Luo Xiaotian e questionou, indignado: —Por que fugiu sozinho e não me ajudou? Por pouco não morri!

  Vendo a fúria de Yun An, Luo Xiaotian respondeu, inocente: —Não me culpe; preciso conservar energia para selar Huo Dou. Além disso, você é tão capaz, sair ileso não era nenhum desafio.

  Diante do ar despreocupado de Luo Xiaotian, Yun An sentiu crescer sua vontade de lhe dar uma surra. Mas sabia que não era o momento.

  Luo Xiaotian, por sua vez, tramava seus próprios desígnios.

  Já que Chen Xin escolhera Yun An, dissuadi-los seria inútil; talvez devesse, ao contrário, ajudar Yun An a desenvolver-se mais rapidamente. Embora seu corpo não se harmonizasse plenamente com este mundo, percebia que o verdadeiro poder de Yun An estava reprimido por algum motivo.

  Quando Yun An ia continuar sua reprimenda, seu olhar perspicaz notou um objeto na cintura de Luo Xiaotian.

  —O que é isso em tua cintura? —indagou Yun An, nunca antes tendo visto algo tão curioso.

  Na verdade, o próprio traje de Luo Xiaotian era estranho: nada de longas vestes tradicionais, mas calças e túnica ajustadas ao corpo.

  —Ah, isto? —Luo Xiaotian saltou da árvore e retirou o objeto da cintura.— Chama-se "Shanlei Biao"—um pequeno artefato negro, nove polegadas de comprimento, usa balas calibre 4.5; soa como um trovão, veloz como um raio.

  —Quer experimentar seu poder? —zombou Luo Xiaotian, disparando um tiro na direção de Yun An.

  Yun An invocou sua espada de luz, pronto para esquivar-se, mas ficou pasmo ao perceber que sua magia nada podia contra aquele projétil!

  No último instante, uma espada brilhou, interceptando a bala.

  —Ninguém pode ferir o meu Yun An. —Chen Xin, que finalmente encontrara Yun An, empunhava a espada, e pronunciou, sílaba a sílaba, diante de Luo Xiaotian.

  Então, Chen Xin voltou-se para Yun An, fitando-o com devoção:

  —Yun An, finalmente te encontrei.

  —Ora, eu sou teu mestre! Como ousas tratar-me assim? —reclamou Luo Xiaotian, indignado.

  Chen Xin lançou-lhe um olhar indiferente:

  —Já é muito permitir que te chame de mestre; não abuses da sorte.

  —Isto é pura insolência! —Luo Xiaotian estava fora de si.

  Vindo de outro mundo, pretendia apenas viver discretamente, salvar uma beleza incomparável e, então, desfrutar de uma vida elegante ao lado dela.

  Agora, a beleza estava salva, mas por que repousava nos braços de outro? De que lhe servira todo o esforço para libertá-la do selo?

  Por que todos os viajantes interdimensionais gozam de glória e companhia, enquanto ele terminava nesse infortúnio?

  Por vezes, Luo Xiaotian suspeitava ter recebido o roteiro errado.

  Vendo sua pequena aprendiz enlaçando Yun An, Luo Xiaotian sentiu-se tentado a atirar contra ele, mas não ousou: se matasse Yun An, Chen Xin certamente o caçaria até a morte, e ele não teria a menor chance. Por isso, o tiro anterior fora propositalmente desviado.

  Nada podia fazer—restava-lhe resignar-se.

  Luo Xiaotian quase chorava de desespero: quando teria, também ele, a companhia de uma bela mulher?

  Chen Xin, então, dedicava-se a Yun An com ternura, perguntando-lhe se estava com fome, se queria água, enquanto Luo Xiaotian, incapaz de suportar, protestou:

  —Ei, vocês! Já pensaram neste solteiro aqui?

  Ninguém lhe deu atenção.

  Yun An assistia impassível às atenções de Chen Xin, até que, ao ser abraçado por ela e sentir seu olhar apaixonado, tentou livrar-se:

  —Solta-me!

  —Ora, veja só, tem uma beleza ao lado e ainda reclama. Eu, que estou sozinho, nem isso tenho —resmungou Luo Xiaotian, ciumento.

  Yun An, porém, não se importava; sendo um sacerdote taoista, já transgredira ao envolver-se no mundo mundano—abraços e carícias eram, para ele, um ultraje à disciplina.

  Durante sete anos de exorcismos e purificação, sempre manteve-se fiel a si mesmo; jamais imaginou que agora, por força das circunstâncias, romperia seus votos. Mas... ao pensar nas artimanhas de Luo Xiaotian, e vendo-o agora tão lamentável, Yun An sorriu maliciosamente e deixou-se ficar nos braços de Chen Xin—afinal, havia certo prazer na companhia de uma bela mulher.

  —A propósito —disse Luo Xiaotian, lembrando-se de algo, dirigindo-se a Chen Xin—, e Jiang Peilei? Conseguiste derrotá-la?

  —Ela fugiu —respondeu Chen Xin, fria.

  —Como? Deixaste que escapasse?

  —Não era páreo para ela —replicou Chen Xin, lançando-lhe um olhar gélido.

  Ela arriscara a vida na luta contra Jiang Peilei por causa dele, e ele entretinha-se zombando de seu Yun An. Mas, em consideração ao favor de tê-la libertado do selo, perdoava-o mais uma vez; contudo, numa próxima, não haveria clemência—ninguém podia ferir seu Yun An.

  Nem mesmo Luo Xiaotian.