Capítulo 006 Feche essa sua boca imunda! O novo livro precisa urgentemente de votos e de ser adicionado aos favoritos. Peço o seu apoio!
"Clac!"
Um leve estalo soou, e a expressão de triunfo no rosto do rapaz do cabelo verde congelou-se de imediato.
Após soltar as mãos, Chen Bin fitou-o com serena indiferença.
Tirar uma vida, para ele, era como esmagar uma formiga sob os pés.
Em seguida, Chen Bin colocou o corpo do rapaz nos ombros, preparando-se para partir.
O Sr. Li estivera todo o tempo observando os dois de soslaio.
Quando viu Chen Bin apertar o pescoço do rapaz de cabelo verde e, logo após um estalo, a expressão do outro se congelar, imóvel, uma suposição audaciosa irrompeu em sua mente.
O rapaz... estaria morto?
Mas tal ideia soava absurda demais. Afinal, como poderia um homem jovem e saudável morrer assim, tão subitamente?
Vendo Chen Bin prestes a sair, não se conteve e perguntou:
— Irmão, ele... o que aconteceu com ele?
Chen Bin deteve os passos e devolveu a pergunta:
— O que você acha?
O perspicaz Sr. Li, num instante, confirmou sua suspeita.
De outra forma, o rapaz não estaria com aquela expressão e completamente inerte.
Chen Bin... realmente havia matado alguém!
E com tamanha eficiência e limpeza. Um jovem, sem qualquer chance de reação, fora morto num piscar de olhos.
O mais inquietante era a serenidade impassível de Chen Bin, como se nada de extraordinário houvesse acontecido.
O que significava aquilo?
Lembrou-se do olhar aterrador de Chen Bin na noite anterior. Depois, contemplando o corpo inerte do rapaz, uma onda de terror percorreu-lhe o corpo, e um calor involuntário escorreu-lhe pelas pernas.
Instintivamente, o Sr. Li cruzou as pernas, aterrorizado, fitando Chen Bin, querendo dizer algo, mas as palavras se recusavam a sair.
Não era incapacidade. Era puro temor.
Naquele momento, Chen Bin já se tornara, a seus olhos, uma figura de extremo perigo. Um insano.
Que ódio seria grande o bastante para justificar a decisão de matar alguém assim?
— O que foi? Tem algo a dizer? — indagou Chen Bin.
Aterrorizado, o Sr. Li respondeu, gaguejando:
— N-n-não, irmão, eu-eu não tenho nada a dizer... Eu nem sequer conhecia ele...
— Para ser franco, eu já matei...
— Irmão, não diga! Eu não quero ouvir, por favor, não me conte nada! — interrompeu o Sr. Li, tapando os ouvidos com as mãos e balançando energicamente a cabeça.
Após uma pausa, de olhos cerrados, murmurou:
— Irmão, eu não vi nada, não ouvi nada, não sei de nada.
Chen Bin olhou-o surpreso. Havia muito tempo não encontrava alguém tão inteligente e sensato.
Sem dizer mais nada, esboçou um leve sorriso e partiu, levando o corpo nos ombros.
Assim que Chen Bin se afastou, o Sr. Li não pensou imediatamente em trocar as calças encharcadas, mas sim ligou para seu assistente.
Ao atender, ele berrou:
— Rápido, prepare tudo! Vou trocar de hospital, parto ainda esta noite!
Foi somente após isso que Chen Bin, que até então aguardava do lado de fora do quarto, deixou o local.
Se o Sr. Li tivesse ligado para a polícia, ao invés de pedir para trocar de hospital, seu cadáver já jazeria ali.
Mas Chen Bin havia superestimado a coragem alheia. O instinto de sobrevivência do Sr. Li era intenso.
Deixando o hospital, Chen Bin apanhou um táxi rumo ao subúrbio oeste de Yuncheng. Ali, após sair da cidade, o que predominava eram colinas desertas e cemitérios.
Nas imediações de um cemitério, procurou um local isolado, cavou uma cova e enterrou o rapaz do cabelo verde.
Antes, ele apenas matava. Jamais precisava cuidar dos cadáveres. Mas agora, os tempos eram outros. Havia deixado os “Doze Signos”, e tudo precisava ser feito por suas próprias mãos.
Somente após ocultar o corpo, retornou para casa.
Assim que entrou, Wang Ya, que assistia televisão, ficou imediatamente nervosa.
Chen Bin olhou pela sala e notou a ausência de Wang Ting.
— Onde está sua irmã? — perguntou.
Wang Ya não respondeu de imediato, mas correu até ele e sussurrou:
— Cunhado, por favor, não conte nada disso à minha irmã, senão ela vai me matar de bronca.
— Não direi. — respondeu Chen Bin.
O rosto de Wang Ya se iluminou, e ela agradeceu:
— Obrigada, cunhado!
— Sua irmã não te dá uma mesada generosa? Por que você foi pedir dinheiro emprestado a esse tipo de pessoa? Você sabe bem que são gente perigosa — indagou Chen Bin.
— Eu...
— Sente-se, vamos conversar.
Wang Ya assentiu.
Assim que se sentaram no sofá, Wang Ya fez beicinho, o semblante tomado por uma mágoa contida.
Chen Bin não conteve um sorriso diante da cena.
Passado um momento, Wang Ya explicou; três meses atrás, a mesada que recebia da irmã fora reduzida quase pela metade.
De mil e quinhentos por mês, caíra para novecentos.
Ouviu aquilo e Chen Bin logo entendeu por que ela recorrera a empréstimos estudantis.
Antes, eram mil e quinhentos. De repente, apenas novecentos. Como sobreviver?
Ainda mais sendo ela uma garota, com gastos extras além das necessidades básicas. Como novecentos seriam suficientes?
— Sua irmã nunca me disse nada sobre isso — comentou Chen Bin.
— Ela explicou que as condições financeiras da família pioraram, que era preciso economizar, e pediu que eu não te contasse nada, afinal... — Wang Ya calou-se, mas Chen Bin sabia o que ela queria dizer.
Wang Ting não lhe revelara as dificuldades da casa, para não ferir seu orgulho. Afinal, desde que se casaram, ele não trabalhara um dia sequer.
Chen Bin tirou a carteira; havia duzentos ou trezentos, que entregou a Wang Ya dizendo:
— Na escola, gaste o necessário. Se faltar, me avise pelo WeChat, eu transfiro. Não peça a ninguém mais.
— Não precisa, cunhado. Vou economizar, o que minha irmã dá é suficiente.
Hesitou e, em seguida, acrescentou:
— Guarde o seu dinheiro para comprar comida. Caso contrário, ficará sem e minha irmã terá de te dar mais. Não quero que o peso sobre ela aumente ainda mais.
Chen Bin ficou em silêncio.
Fazia sentido. Aos olhos de Wang Ya, todo dinheiro dele vinha da esposa.
Mas será que Chen Bin realmente precisava de uma mulher trabalhando arduamente para sustentá-lo?
Não era o caso.
Ele tinha dinheiro.
— Onde está sua irmã? — perguntou, notando que as luzes do banheiro e dos quartos estavam apagadas. Wang Ting não estava em casa.
— Ela saiu logo depois de voltar, — respondeu Wang Ya.
— Saiu? Para onde?
— Ela não disse.
Chen Bin assentiu e foi tomar banho. Após arrumar a casa, já passava das onze e Wang Ting ainda não havia retornado.
Ela nunca costumava passar a noite fora.
Ligou para ela, mas o celular estava desligado.
No início, Chen Bin manteve-se calmo.
Mas quando o relógio marcou uma hora da madrugada, sua inquietação cresceu.
Tentou novamente, e o telefone continuava desligado.
Será que... algo aconteceu com sua esposa?
A inquietação venceu-o. Vestiu-se e saiu à procura.
Wang Ting sempre fora pontual e avisava aonde ia.
Jamais ocorrera algo assim.
Diante de perigos, Chen Bin sempre fora calmo. Mas agora, estava apavorado.
Temia que algo houvesse acontecido com sua esposa.
Ao sair apressado do condomínio, avistou uma silhueta ao longe, cambaleante, como se estivesse embriagada.
Pela figura, pareceu Wang Ting. Chen Bin correu em sua direção.
Ao se aproximar, confirmou: era ela.
— Amor!
Chamou-a, acelerando os passos.
— Onde você estava? Por que bebeu tanto? — perguntou, ansioso, com um tom de leve repreensão.
— Querido, eu... urgh...
Wang Ting mal começou a falar e vomitou.
Chen Bin se alarmou ainda mais.
Assim que ela terminou, carregou-a nos braços e a levou para casa.
Ao chegarem, lavou-lhe o rosto com água quente e preparou chá de gengibre.
Após alguns minutos, Wang Ting recobrou um pouco a lucidez, embora permanecesse abatida.
— Amor, não fique bravo, por favor... — pediu ela, mesmo sentindo-se péssima, preocupada com os sentimentos do marido.
Chen Bin sentou-se ao seu lado, envolvendo-a num abraço carinhoso.
— Não estou bravo, mas quero saber: por que você bebeu tanto assim?
Wang Ting respirou fundo, olhos cerrados pelo desconforto, mas respondeu, devagar:
— No próximo mês será o aniversário da vovó. Eu queria, em seu nome, oferecer-lhe um presente digno, para homenageá-la e também como uma espécie de apresentação.
Ao ouvir isso, Chen Bin perguntou:
— Então, você foi fazer um bico para ganhar mais dinheiro e me dar para comprar o presente da vovó, não é?
Wang Ting assentiu suavemente.
— Tola...
Chen Bin apertou-a com ainda mais ternura.
— Não precisava se sacrificar tanto. Eu tenho...
Ia prosseguir, mas foi interrompido.
— Querido, sua saúde não está boa. Cuide-se primeiro, depois procure um emprego. Não precisa ter pressa. Eu ainda aguento.
Como se sentiu Chen Bin ao escutar tais palavras?
Dor. Aperto no peito. Os olhos marejaram.
Nos últimos seis meses, Wang Ting carregara o lar sozinha: enviava dinheiro aos pais, sustentava a irmã, arcava com todas as despesas domésticas — e jamais reclamara.
E ele, por mais que se esforçasse em amá-la, cozinhar e cuidar da casa, sentia-se inútil.
De que serve um homem incapaz de ganhar dinheiro?
Após um longo silêncio, Chen Bin disse:
— Amor, vá dormir. Amanhã cedo quero te levar a um lugar.
A noite transcorreu em silêncio.
Pela manhã, Chen Bin levantou como de costume para preparar o desjejum.
Após tomar café, acompanhou a esposa até o trabalho.
Diante do edifício Wanhua, ao contrário de outros dias, não se despediu, mas estacionou o carro e disse:
— Vou subir com você.
— Por quê? — Wang Ting estranhou.
— Logo saberá — respondeu Chen Bin, sorrindo.
Wang Ting, sem entender, levou-o para dentro do prédio.
No décimo primeiro andar, Chen Bin perguntou:
— Amor, leve-me ao escritório do seu gerente.
— Querido...
— Logo entenderá.
Wang Ting lançou-lhe um olhar intrigado, mas o conduziu até a porta do gerente.
Quando chegaram, ela preparava-se para dizer algo, mas Chen Bin abriu a porta sem bater.
"Isso é ruim!", Wang Ting alarmou-se.
Seu gerente detestava falta de etiqueta. Da última vez que alguém esqueceu de bater, foi demitido no dia seguinte.
Pensando nisso, apressou-se a entrar.
— Gerente, desculpe, meu marido...
Entrando apressada para pedir desculpas, Wang Ting percebeu que havia outra pessoa no escritório.
Era o Sr. Li, com o rosto enfaixado.
O gerente gordo preparava-se para discutir um assunto importante com o Sr. Li quando, de repente, um estranho entrou e, em seguida, Wang Ting.
— PÁ! — O gerente bateu com força na mesa, furioso:
— Quem permitiu que entrassem sem bater?
— Desculpe, gerente, eu...
— Cale-se! Quem é este? Seu marido?
Wang Ting assentiu.
— Que absurdo! Ele não é funcionário da empresa. Por que o trouxe? Wang Ting, quer perder o emprego? Se quiser, saia já!
Após a explosão, Chen Bin, que permanecera calado, semicerrrou os olhos.
O Sr. Li, percebendo o olhar de Chen Bin, sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha e um calor úmido nas pernas. Desesperado, agarrou uma pasta sobre a mesa e a bateu com força no rosto do gerente gordo.
— PÁ!
O gerente, atônito, olhou para o Sr. Li, sem compreender.
— Feche essa boca imunda! — esbravejou o Sr. Li.