Capítulo 005: Wang Ya pede dinheiro emprestado!

Menantu Dewa Pembantai _Chef Kecil 4400kata 2026-03-12 14:45:36

Viu-se, então, a lâmina na mão do jovem de cabelos verdes aproximar-se perigosamente.
Chen Bin, sereno, ergueu a perna e desferiu um pontapé.
Uma silhueta foi de pronto arremessada ao longe.
“Bum!”
Ao tombar, os demais jovens entreolharam-se, perplexos.
Aquele que jazia ao solo era o seu tão temido “Irmão Nian”.
Mas como, afinal, Chen Nian fora lançado daquela maneira?
Ninguém conseguira enxergar o que se passara.
“Isto...” Um dos jovens ficou atônito, sem reação.
Chen Nian permanecia caído, e não se sabia se desmaiara ou se já não mais vivia; de qualquer modo, não dava sinal de vida.
Alguns segundos transcorreram.
“Minha nossa!” gritou um dos rapazes, largando a garrafa de bebida e fugindo em disparada.
O medo é contagioso.
Bastou que um corresse para que os outros, após alguns instantes de hesitação, também se pusessem em fuga, tomados de terror.
Chen Bin não os perseguiu, tampouco ergueu a mão contra eles.
A seus olhos, estes chamados “delinquentes” não passavam de figuras insignificantes, comparáveis a crianças de três anos.
Quando o beco se esvaziou, restando só Chen Bin e o jovem de cabelos verdes, desacordado,
Chen Bin aproximou-se sem hesitar e, erguendo o pé, desferiu-lhe um pisão.
“Crác!”
O jovem, ainda inconsciente, teve uma das mãos irremediavelmente inutilizada por Chen Bin.
Se tal episódio se desse há meio ano,
no instante do labefe, aquele rapaz já teria se despedido deste belo mundo.
Hoje, porém, Chen Bin já não carregava tamanha sede de sangue.
Na verdade, ele sequer precisaria intervir.
Que tipo de namorado Wang Ya desejava ter era direito exclusivo dela.
Ser um delinquente não significa, necessariamente, ser uma má pessoa.
A esse respeito, Chen Bin enxergava com clareza.
No entanto, uma única frase do jovem de cabelos verdes revelou-lhe inteiramente o caráter.
Se fingisse ignorância e Wang Ting viesse a saber, ela certamente se magoaria profundamente.
Para evitar tal dissabor,
julgou por bem resolver a questão o quanto antes.
Ao deixar o beco, Chen Bin retornou ao bar.
Deparou-se, então, com Wang Ya à porta, chorando e olhando em volta, visivelmente aflita.
Ao ver Chen Bin retornar, ela correu ao seu encontro.
“Cunhado!”
Ao se aproximar, Wang Ya, a voz embargada pelo choro, exclamou, ansiosa e preocupada.
Em seguida, examinou Chen Bin dos pés à cabeça,
procurando por ferimentos.
Afinal, ele era o homem mais amado de sua irmã; se algo lhe acontecesse por sua culpa, como poderia encarar Wang Ting?
Por sorte,
Chen Bin aparentava estar completamente ileso.
“Cunhado, você está bem, que alívio...” Wang Ya lançou-se em seus braços, as lágrimas correndo ainda mais copiosas.
“Como poderia eu estar em apuros?” perguntou Chen Bin, divertido.
“Eles... não estavam te perseguindo? Eu... vi Chen Nian sair correndo atrás de você, com uma... uma faca na mão...”
Ao mencionar a palavra “faca”, o corpo delicado de Wang Ya estremeceu visivelmente.
Ela sentira um medo atroz momentos antes, já antevendo um desfecho trágico para Chen Bin:
Cercado por delinquentes, todo golpeado, o corpo crivado de cortes, encharcado em sangue...
Cada vez que tais cenas lhe vinham à mente, ela chorava ainda mais, tomada pelo pavor.
Pensou em contar tudo à irmã,
mas o receio da reação de Wang Ting a impediu.
“Está tudo bem, despistei-os; não conseguiram me alcançar”, disse Chen Bin.
“É verdade?”
Wang Ya ergueu o rosto, deixando um rastro de muco no peito de Chen Bin; ao levantar, o fio escorreu.
“Esse seu nariz...”
Com um suspiro resignado, Chen Bin tirou um lenço e limpou-lhe o rosto, dizendo: “Vou te levar para casa.”
Wang Ya assentiu, dócil.
No trajeto de volta, manteve-se calada.
Chen Bin, por sua vez, perguntou: “Quando foi que você aprendeu a fumar?”
“Eu... eu não fumei”, mentiu Wang Ya.
Quando Chen Bin chegou ao Ph, ela não estava fumando; por isso, decidiu não contar-lhe a verdade.
“Nesse caso, contarei tudo hoje à sua irmã”, declarou Chen Bin.
“Cunhado, por favor, não faça isso!”

Ao ouvir que Chen Bin planejava revelar tudo a Wang Ting, Wang Ya entrou em pânico.
“Então você precisa ser sincera comigo.”
Wang Ya hesitou, mas por fim contou a verdade.
Aprendera a fumar há poucos dias, depois de conhecer Chen Nian.
No entanto, fumara pouquíssimo, apenas alguns cigarros desde então.
“Não ficou viciada, ficou?”
“Não.”
Após responder, Wang Ya passou a suplicar que Chen Bin não contasse nada à irmã.
Prometeu não fumar mais e dedicar-se aos estudos.
Chen Bin não respondeu de imediato; antes, perguntou: “Responda-me com franqueza: se o fizer, guardarei segredo.
“Está bem.”
“Como conheceu o tal cabelo verde? E até onde vocês chegaram?”
Chen Bin não receava que Wang Ya se perdesse, pois tinha mil maneiras de fazê-la retomar o caminho certo.
Contudo, havia uma coisa sobre a qual ele não tinha poder, por mais forte que fosse:
a pureza de uma jovem.
“Eu...”
Wang Ya titubeou, sem responder de pronto.
O coração de Chen Bin afundou.
“Não se preocupe, conte-me tudo, só assim poderei te ajudar.”
Chen Bin já se preparava para o pior.
“Posso... não contar?” murmurou Wang Ya.
“Sim...”
Ao ouvir essa resposta, Wang Ya soltou longo suspiro de alívio.
“Mais tarde, ao buscar sua irmã no trabalho, relatarei tudo a ela, e deixarei que ela mesma te pergunte.”
“Cunhado, não... não conte à minha irmã!” exclamou Wang Ya, aflita.
“Então, diga-me tudo.”
Após longos segundos de hesitação, Wang Ya finalmente revelou a história.
Havia feito um empréstimo estudantil, vinte mil yuan; o credor era Chen Nian.
Ela, simples estudante, sem emprego ou bens, por que teria obtido o empréstimo?
A resposta era simples:
Wang Ya era bonita e estudante.
Bastava enviar fotos sensuais e a lista de contatos do celular para obter o dinheiro.
Isto ocorrera meses antes.
Com medo que a irmã descobrisse, ela economizou ao máximo para pagar as parcelas a Chen Nian.
Contudo, os juros do empréstimo cresciam sem parar; após meses, a dívida persistia.
Quando não pôde mais pagar, Chen Nian ameaçou expor sua lista de contatos para a família.
Wang Ya aterrorizou-se.
Mas Chen Nian lhe deu outra opção:
Se aceitasse ser sua namorada, consideraria a dívida quitada.
Sem alternativa, Wang Ya aceitou.
Assim, tornaram-se um casal.
“As fotos ainda estão com o cabelo verde?” A voz de Chen Bin soou fria.
“Estão...” respondeu Wang Ya, quase num sussurro.
Chen Bin silenciou.
Quanto à dúvida se Wang Ya teria sido ultrajada por ele, não ousou perguntar.
Temia ouvir a resposta.
E se tivesse acontecido?
Uma vez revelada, como Wang Ya enfrentaria o futuro?
Se desejava que o fato jamais viesse a público,
havia apenas uma solução.
Ao deixá-la no prédio, Chen Bin disse: “Vá para honour, tome banho, escove os dentes, não deixe sua irmã sentir o cheiro de cigarro. Vou buscá-la no trabalho.”
“Cunhado, e quanto a isso...”
“Fique tranquila; já prometi que não contarei nada.”
“Obrigada, cunhado.”
“Vá, entre.”
“Está bem.”
Chen Bin saiu para buscar a esposa. Por todo o trajeto, não mencionou Wang Ya.
Wang Ting, aliviada por não precisar procurar novo emprego, estava radiante, tagarelando como uma criança satisfeita.
Após deixá-la em casa, Chen Bin não retornou; disse à esposa que iria ao carried visitar um amigo doente.
Wang Ting já sabia do places do amigo desde a noite anterior,
e não estranhou.
De fato, Chen Bin foi ao Hospital Yun Cheng.

No entanto, não fora visitar amigo algum,
mas procurar uma pessoa.
Chegando ao hospital, dirigiu-se diretamente às enfermarias de emergência.
Após o pontapé e o braço partido, era certo que o jovem de cabelos verdes, assim que despertasse ou fosse encontrado, viria ao hospital.
Vasculhou diversas enfermarias, sem encontrá-lo.
Somente ao entrar no quarto onde estava o homem calvo, viu o jovem de cabelos verdes deitado, conversando animadamente com ornate homem,
ambos fumando tranquilamente.
Com a chegada inesperada de Chen Bin,
os dois ficaram pasmos, em silêncio.
O próprio Chen Bin estranhou a coincidência;
buscava justamente o jovem de cabelos verdes, e aquela era a última enfermaria da ala de emergência do Hospital Yun Cheng; se não o encontrasse ali, partiria para outro hospital.
Contudo, lá estava o rapaz.
E ainda por cima, conversando com o homem calvo.
“Você...”
Atônitos, ambos tentaram falar ao mesmo tempo, mas logo calaram.
Na sequência, trocaram olhares.
O homem calvo, perspicaz, apressou-se a dizer, com expressão de pânico: “Irmão, hoje cedo fui pessoalmente à sua casa para me desculpar de joelhos; o senhor prometeu me perdoar.”
Nesse instante, o jovem de cabelos verdes também se alarmou.
Durante a conversa anterior, soubera que aquele homem calvo, de sobrenome Li, era influente e abastado; pretendia, após a alta, estreitar relações com recife, pois para gente como ele, cada amigo era um caminho a mais.
Contudo, se até o senhor Li se humilhara diante de Chen Bin,
isso queria dizer que ele já o ofendera antes—e reconhecera sua derrota.
E ele próprio, naquela noite, não fizera o mesmo?
“Não se preocupe, minha vinda não diz respeito a você”, disse Chen Bin ao homem calvo.
Li, aliviado, percebeu de imediato que Chen Bin viera por causa do bar.
Ainda há pouco, confidenciara ao jovem de cabelos verdes que ambos estavam no hospital pelo mesmo motivo: problemas na mão direita.
E, de fato, a mão do jovem fora inutilizada por Chen Bin.
Neste momento, Chen Bin voltou-se para o jovem.
Este, assustado, sentou-se na cama, fitando Chen Bin, a voz trêmula:
“O que... o que você quer?”
Sentando-se à beira do leito, Chen Bin perguntou:
“Você está com umas fotos da Wang Ya, não está?”
O jovem assentiu.
“Me dê.” Chen Bin estendeu a mão.
Ao ouvir, o rapaz compreendeu de imediato o motivo da visita.
Sabendo que tinha as fotos, e considerando que Chen Bin era o cunhado de Wang Ya,
viu-se em posição de barganha.
Assumiu um ar insolente, trocando o medo anterior por um sorriso cínico, e disse:
“Quer as fotos? Sem problema, mas tem um preço.”
“Quanto?”
Após breve reflexão, respondeu:
“Cem mil.”
“Certo. Faça com ways as fotos sejam entregues sem cópias.” Chen Bin concordou prontamente.
O jovem olhou-o com tar de desconfiança.
Sem perder tempo, Chen Bin perguntou-lhe o número da conta bancária.
Dois minutos depois, transferiu cem mil para a conta do rapaz.
O jovem, após receber o dinheiro, não cumpriu logo o acordo; fez pouco caso e disse, com Cerberus:
“Não imaginei que o cunhado da vadia fosse tão rico.”
“Quero as fotos.” Chen Bin franziu ligeiramente a testa.
“Sem problema: pagou o principal, agora só falta o juro. Pague mais e mando as fotos na hora.”
“Quanto?”
“Duzentos mil.”
Chen Bin semicerrrou os olhos.
Wang Ya havia tomado emprestados vinte mil, e ele acabara de pagar cem mil.
Já era, com juros, muito mais que o devido.
Mas o jovem, percebendo sua generosidade, decidiu extorquir ainda mais.
Chen Bin jamais tolerou ameaças.
No segundo seguinte,
o jovem ainda ostentava um sorriso presunçoso—mas Chen Bin já o agarrava pelo pescoço.