Capítulo Cinco: Mãe e Filha a Salvo

Jaring Bayangan pada Masa Qin Cinta Awal pada Salju dan Rembulan 2319kata 2026-03-12 14:41:54

O trovão abafado no céu ressoava cada vez mais forte, enquanto a chuva gelada e cortante caía com intensidade crescente, como se quisesse lavar toda a imundície e o odor de sangue deste mundo.

No interior de uma gruta, os gemidos dolorosos de uma mulher soavam de forma intermitente, misturados à voz encorajadora de um homem:
— Força, mais um pouco! Já está quase a sair, já vejo a cabeça! Só mais um esforço!

— Ah!

Com um grito abafado de dor, seguiu-se o choro estridente de um recém-nascido, ecoando pela caverna. Em contraste com o escurecer do mundo lá fora, o interior parecia agora tomado por uma nova vitalidade.

Junto à fogueira, cuja luz afugentava as trevas e trazia claridade, um homem de torso nu segurava nos braços um pequeno bebé coberto de sangue, sem se importar com as manchas que agora também lhe sujavam o corpo. Um sorriso despontava-lhe no rosto ao dirigir-se à mulher exausta e pálida diante de si:

— Nasceu. Eu bem disse: sou um mestre das artes obstétricas; confia em mim, mãe e filha salvas, nunca engano ninguém.

Ainda que sua mestria médica se limitasse a uns poucos vídeos instrutivos vistos às pressas — aqueles sujeitos de bata branca, médicos ou não, ensinavam técnicas de parto surpreendentemente eficazes. Afinal, são saberes aperfeiçoados ao longo de milênios, capazes de enfrentar qualquer imprevisto.

Felizmente, tais imprevistos não ocorreram. O parto de Jing Ni foi surpreendentemente tranquilo.

— Dê... dê-me...

Jing Ni, sem forças, quase à beira da inconsciência após uma batalha feroz e um parto prematuro que quase lhe esgotou o corpo, sustentava-se apenas pela força de vontade. Seus olhos outrora gélidos mostravam-se agora vulneráveis; fitando o bebé nos braços de Luo Yan, sua voz revelava um súplica rara.

Uma assassina de alto nível da rede Luo Wang, tornando-se frágil como qualquer mulher comum, por causa do seu filho.

— Não te preocupes, ela está bem.

Luo Yan entregou-lhe o bebé, deitando-o suavemente a seu lado, sua voz agora revestida de ternura. Não houve palavras ou gestos desnecessários; para aquela mãe corajosa, Luo Yan reservava respeito sincero. Não se tratava de força, mas de reverência à maternidade.

Jing Ni já não podia sequer erguer o braço. Ao olhar para o pequeno ser agora deitado junto a si, o semblante frio dissolveu-se por completo; reclinou a cabeça junto ao recém-nascido, absorvendo o calor e o som do seu coraçãozinho, e seus olhos suavizaram-se ainda mais.

Após alguns instantes, seu olhar voltou-se para Luo Yan e, em voz baixa, agradeceu:

— Obrigada.

A voz era melodiosa, mas hesitante — claramente, não estava habituada a proferir tal palavra.

— Não tens de quê. Afinal, agora estamos todos no mesmo barco, devemos ajudar-nos mutuamente.

Luo Yan devolveu-lhe um sorriso leve e respondeu em tom igualmente suave. No entanto, seu coração estava pesado. Afinal, suas ações daquele dia já constituíam traição à Luo Wang. E agora, com a organização em seu encalço, como poderia viver em paz?

Difícil... tão difícil...

— Hum.

Jing Ni fitou Luo Yan com seriedade, seu olhar resoluto, e logo deixou que as pálpebras se fechassem, caindo num sono profundo. Já havia ultrapassado todos os limites; só permanecera desperta por pura inquietação, mas agora, sentindo-se segura, enfim se permitiu descansar.

Se Luo Yan tivesse más intenções, não teria esperado até agora.

Jing Ni adormeceu. Luo Yan, porém, não sentia qualquer vestígio de sono. As últimas horas haviam sido mais intensas do que toda a sua independentemente longa vida anterior. Suspirou levemente, uma sombra cruzando-lhe o olhar — ao que parecia, realmente não havia regresso possível. E o único objeto que trouxera consigo era um telemóvel recheado de incontáveis vídeos curtos.

Um aparelho inútil, que nada mais fazia além de reproduzir vídeos. Ao perceber isso, Luo Yan sentiu-se desconcertado. Afinal, não lhe trazia qualquer segurança. Um sistema, ao menos, seria útil...

— Pelo menos, as mulheres deste mundo são belas...

O olhar de Luo Yan, por instinto, recaiu novamente sobre Jing Ni. Mesmo adormecida, seu rosto mantinha uma perfeição sem mácula; o corpo, curvilíneo e tentador, tornara-se ainda mais exuberante devido à gravidez. Contudo, ele desviou rapidamente o olhar: já vira o que devia e o que não devia, e agora, tinha questões mais prementes.

Era mais sensato ponderar o que fazer a seguir do que se perder na contemplação do corpo feminino.

Neste momento, seu único trunfo era um telemóvel repleto de vídeos. Podia selecionar e assistir a qualquer conteúdo, e este parecia adaptar-se aos seus desejos, saltando de tema em tema — o próprio facto de ter encontrado mais de uma dezena de vídeos sobre partos era prova disso.

Além disso, dispunha de uma Jing Ni recém-nascida neste mundo — o que, no entanto, também representava problemas. Luo Wang era uma arma temível; ninguém, nos tempos de Qin, queria ser alvo de sua atenção. Isso significava uma existência de sobressaltos, e o destino só podia ser a morte, ou algo pior.

Ainda assim...

Mesmo sem Jing Ni, Luo Yan não poderia escapar de Luo Wang; já estava inserido na teia, e como desvencilhar-se dela?

Agora, para alterar o rumo dos acontecimentos, só havia duas possibilidades:
Ou tornar-se poderoso ao ponto de Luo Wang não ousar enfrentá-lo,
ou alcançar uma posição tão elevada que a organização hesitasse antes de agir.

— Quanto ao poder... por melhor que seja o meu talento, impossível crescer tanto em tão pouco tempo, muito menos assustar Luo Wang. E quanto ao status... Qin...

Luo Yan murmurou para si mesmo. Pelas memórias do corpo que agora habitava, os Sete Estados ainda não haviam sido unificados; o trono de Qin permanecia nas mãos de Lü Buwei, e ninguém poderia prever que aquele jovem rei, Ying Zheng, tornar-se-ia o imperador destinado a unir o mundo.

Lü Buwei soube aproveitar oportunidades; por que ele não poderia fazer o mesmo?
Haveria neste mundo um apoio mais sólido do que o de Ying Zheng?

— Mas não será fácil alcançar tal apoio...

Luo Yan cruzou as mãos atrás da cabeça e ficou a observar as chamas, resignado. Os seguidores de Ying Zheng não eram quaisquer um: Gai Nie, Li Si, Meng Tian... Como um personagem secundário poderia aproximar-se de tal círculo?
Seria ingenuidade pensar que um “penduricalho” do futuro imperador seria tão acessível.

— Mas também não sou um qualquer... Eu sou um transmigrador...

Luo Yan consolou-se, pois era disso que precisava agora. De qualquer forma, o mais importante era garantir a própria sobrevivência; o resto, viria por etapas.

Ninguém se torna um gigante de uma só vez.

É como conquistar uma mulher: com planos, com passos cuidadosos, avançando devagar.

Felizmente, nesse aspecto, Luo Yan era especialmente hábil.