Capítulo 8: Os dois terão de compartilhar a mesma cama

Setelah turun gunung, sang ahli tian shi yang agung terpaksa dipaksa menikah. Xiao Jiu Ya 2010kata 2026-03-15 14:36:04

— Então quer dizer que fui eu quem te chamou aqui?
— Uhum, não foi?

De repente, Di Yunshen ergueu-se de um salto e dirigiu-se à porta.

“Crác... crác.”

Por duas vezes, tentou abrir, mas a porta não cedeu.

Aspirando fundo, Di Yunshen bateu levemente, dizendo:
— Abram a porta.

Logo após, uma voz feminina soou do lado de fora:
— Senhor, esta é uma ordem da Senhora. Ela disse que o senhor deve aproveitar este tempo para cultivar sentimentos com a jovem senhora.

Houve uma breve pausa antes que continuasse:
— Senhor, o mordomo já recolheu-se. A Senhora consultou o mestre e disse que depois de amanhã é um dia auspicioso para o casamento.

Su Qingli, perplexa ao lado, perguntou:
— Quem é essa senhora?

— Minha mãe. E quem fala é Zhang Ma, a governanta da propriedade dela.

Su Qingli martelou a porta com força:
— Casamento? Assim, tão de repente?!

— Sim, a Senhora disse que está muitíssimo satisfeita com a nora que lhe dei.

— ...

— Senhor, descansem. O senhor e a jovem senhora precisam repousar.

Su Qingli ainda tentou protestar, mas os passos já se afastavam pelo corredor.

Pronto, agora não havia sombra de sono — estava completamente desperta.

Virando-se, Su Qingli fitou Di Yunshen de alto a baixo, detendo-se por fim nos músculos que delineavam seu corpo:
— Então... você não vai tentar nada, não é? Quer dizer, estarei segura esta noite?

Diante do seu longo silêncio, Su Qingli ergueu o olhar e percebeu, só então, o traço de desdém que lhe sombreava os olhos.

Di Yunshen tocou-lhe o canto dos lábios com a ponta dos dedos:
— Essa pergunta, não seria eu quem deveria fazer?

Tomada por um súbito constrangimento, Su Qingli engoliu em seco:
— E agora... como vamos dormir? Ou talvez...

— Você dorme na cama, eu fico no sofá.

— Ah...

— Pelo tom, está até um pouco desapontada. Se preferir, trocamos: você dorme no sofá.

— Ter uma cama e não dormir nela seria pura loucura.

— O que disse?

— Nada... nada não.

Di Yunshen virou-se, balançando a cabeça em resignação, mas não conseguiu ocultar o sorriso que lhe bailava nos lábios.

Su Qingli revirava-se na cama:
— Di Yunshen, sua cama é enorme! Caberiam quatro pessoas. Tem certeza que não quer subir?

Ele não se dignou a virar o rosto, respondendo de costas:
— Se isso chegasse aos ouvidos alheios, não seria bom para você.

— Como? Não vai chegar, ora. E mesmo que chegasse, quem acreditaria? Dormimos separados — impossível explicar.

Finalmente, Di Yunshen voltou-se para ela, olhando-a como se fitasse uma tola.

Pois é, entendeu num relance. Mesmo que soubessem que ela e Di Yunshen dormiram no mesmo quarto, quem acreditaria que, simplesmente, repousaram juntos? Para todos, Di Yunshen era inalcançável, envolto em um brilho dourado, e ela, apenas uma camponesa inculta.

— Verdade, ninguém acreditaria que dormiríamos juntos. Nossa diferença é tão grande, não sirvo nem para lhe engraxar os sapatos. No fundo, você está me desprezando. Tudo bem, vou dormir.

Su Qingli deitou-se obediente e, mal se passou um minuto, ouviu um ruído sutil, como asas batendo. Sua coberta foi erguida, abrindo-se uma fresta.

Logo, sentiu o colchão afundar ao seu lado.

A súbita proximidade de outro corpo deixou Su Qingli ainda mais tensa.

Mas Di Yunshen estava ainda mais! Estático, rígido como um tronco, não ousava mover-se.

Ninguém sabe quanto tempo passou, até que, de súbito, Di Yunshen sentiu-se envolto por braços alheios! Uma mão deslizava por suas linhas, buscando calor.

Isso mesmo, era a pequena travessa, Su Qingli.

Ela pensara que Di Yunshen já dormia! Por isso, atreveu-se a enlaçá-lo. Ah, aqueles músculos firmes! Esse peito sólido!

E o delicado perfume que ele exalava...

Su Qingli, mais uma vez, não pôde deixar de admirar o aroma masculino.

— Hum.

Ela, absorta em seus pensamentos, quase ignorou o pigarro de Di Yunshen.

— Hum-hum.

Desta vez, ouviu! Seu braço, abraçado a ele, estremeceu.

— Xiaoli, é assim que você define segurança?

— Bem... estamos casados. Mesmo que só de fachada, perante a lei é real. Então... não faz mal um carinho, não é?

Ora vejam, que audácia!

— Grande homem e tão mesquinho!

Como Di Yunshen permaneceu em silêncio, Su Qingli abriu um sorriso maroto, convencida de sua vitória.

Porém...

— Ah!

De súbito, ele puxou-lhe o braço, trazendo-a inteira para seu peito. Antes que pudesse reagir, o mundo virou, e ela se viu presa sob ele, deitada na cama.

Sob a luz tênue, os olhos de Di Yunshen pareciam ainda mais intensos, ocultando sentimentos indefiníveis, quase imperceptíveis.

Su Qingli sempre se achou de grande força de vontade, e detestava homens! Mas, diante daquele rosto, não sabia como afastá-lo.

— Se continuar, eu...

— Você o quê?

Su Qingli percebeu o movimento na garganta dele, como se se contivesse.

Estava prestes a afastá-lo e dormir, mas então...

Di Yunshen inclinou-se, pousou-lhe nos lábios um beijo quente e fugaz. Logo se afastou, deitando-se ao seu lado, apoiado no cotovelo, sorrindo-lhe de soslaio.

— Você... o que está fazendo? Como pode...

— Somos casados, um beijo não faz mal, certo, Li’er?

— Não, é que... soa estranho. A sensação também é esquisita. Que tal... tentar de novo?

Quase fez Di Yunshen perder o controle.

Pensando bem, fazia sentido: todos esses anos, Su Qingli estivera longe dos costumes mundanos. As únicas pessoas com quem convivera eram o velho mestre e, raramente, um irmão de aprendizado.

— Então, tentamos de novo? — Su Qingli insistiu.