Capítulo 8: O Capitão de Polícia Justo

Hubungan Intim yang Berbahaya Mu Xi Yu 1777kata 2026-03-15 14:52:05

楚 Mòhán abraçou a cabeça entre as mãos:
— Eu sei. Mas, contanto que Ziyue possa permanecer ao meu lado, estou disposto a passar toda a minha vida expiando minha culpa! — Sua voz embargou, e Yang Danni sentiu uma pontada de angústia.

— Mas... isso faz sentido? Ziyue jamais esquecerá. Se vocês dois permanecerem juntos carregando essa mágoa no coração, forçados a conviver, acaso serão felizes?

— Eu compreendo tudo isso, mas... eu não posso viver sem ela.

— Mòhán, encare a realidade. Acasos como este, será que faltam exemplos na internet ou na vida real? No fim, não passam de torturas mútuas!

Ainda assim, Chu Mòhán manteve-se obstinado:

— Enquanto ela quiser ficar ao meu lado, e no futuro tivermos um filho, acredito que isso ajudará Ziyue a esquecer o que aconteceu, tanto quanto possível.

Yang Danni suspirou, balançando a cabeça, resignada:

— Muito bem, farei o possível para persuadir Ziyue. Mas você conhece o temperamento dela, sua independência de espírito... Não posso prometer que conseguirei convencê-la.

— Obrigado. Se puder me ajudar, farei o meu melhor para que ela compreenda meu arrependimento e sinceridade.

Trocaram um olhar, e ambos mergulharam em um silêncio melancólico enquanto comiam. Já estavam na metade da refeição quando Yang Danni rompeu o silêncio:

— Mòhán, você mencionou ao telefone que se demitiu?

— Sim.

— E o que pretende fazer agora?

— Não sei.

— Isso não pode ser. Em tempos assim, ficar ocioso só trará problemas. Venha trabalhar comigo, ou então volte para a empresa do seu pai. Enfim, precisa ocupar-se com algo. Nesse aspecto, deveria aprender com Ziyue — ela jamais permite que si mesma pare.

— Eu... vou pensar nisso — respondeu Chu Mòhán, um tanto perdido.

Su Ziyue refletiu longamente, até que, incapaz de se conter, telefonou para Zheng Tianpeng. No momento, ele era o único em quem podia confiar e se apoiar.

Coincidia com a hora do jantar, então marcaram de comer juntos num pequeno restaurante em frente à delegacia.

— Alguma novidade? — indagou Zheng Tianpeng, com desinteresse aparente, como se não nutrisse grandes expectativas.

Su Ziyue hesitou por um instante, mas acabou tirando o diário de Song Tiantian, relatando-lhe em seguida o estranho episódio ocorrido no centro de banhos.

Só então um lampejo de espanto cruzou o olhar de Zheng Tianpeng. Ele folheou o diário, depois ergueu a xícara de chá, mergulhando em pensamentos. Su Ziyue permaneceu em silêncio, sem interrompê-lo.

Após um longo momento, Zheng Tianpeng voltou-se para ela:

— E o que pensa a respeito?

Su Ziyue respirou fundo:

— Sinto que tudo parece ter sido premeditado. Não me parece algo que uma colegial como Song Tiantian seria capaz de planejar. Considerando a mentalidade de sua idade, seria mais natural ela confiar o diário a uma colega de confiança.

Zheng Tianpeng assentiu, em concordância:

— Então, em sua opinião, qual seria o objetivo de quem arquitetou isso?

— Querem que eu continue presa a esse assunto. Conhecem minha psicologia, desejam que, ao ler o diário de Song Tiantian, eu descubra detalhes sobre o relacionamento dela com meu marido, para que eu jamais possa me libertar.

— Se for realmente como você supõe, o fato de Song Tiantian ter entregue o diário ao funcionário naquele dia indica que já haviam planejado seu suicídio antes mesmo de mandá-la à sua casa.

— Eu também penso assim. Se for verdade, é algo terrível — comentou Su Ziyue, arrepiando-se.

Zheng Tianpeng ponderou por mais alguns instantes:

— Professora Su, permita-me uma pergunta indiscreta. Você ou seu marido... costumam ter algum tipo de envolvimento emocional com outras pessoas?

— Já pensei nisso. Eu, com certeza, não. Quanto ao meu marido, em todos esses anos, exceto por este episódio, pelo menos até onde sei, nunca notei nada.

— E acredita que tenham feito algum inimigo?

Su Ziyue refletiu por um momento, depois balançou a cabeça:

— Creio que não. É claro, ninguém pode garantir que não tenha ofendido alguém sem querer, mas nada que justificasse tamanha animosidade a ponto de cometer tamanha atrocidade.

Zheng Tianpeng murmurou, pensativo:

— Isso é deveras estranho. Se tudo não passa de uma conspiração, então há de haver um motivo.

Sobre esse ponto, Su Ziyue também não conseguia encontrar explicação.

— Farei o seguinte: deixarei o diário comigo para verificar se a caligrafia é mesmo de Song Tiantian.

Su Ziyue ficou surpresa; não havia pensado nisso.

— Também estamos analisando as imagens das câmeras de segurança da recepção do centro de banhos. Embora o fluxo de pessoas seja grande, esperamos identificar alguns que estiveram lá no mesmo horário que Song Tiantian, para investigá-los individualmente e ver se há alguém suspeito.

Isso também não lhe ocorrera. Su Ziyue olhou para Zheng Tianpeng com gratidão:

— Capitão Zheng, vocês têm sido incansáveis. Não sei como agradecer.

Zheng Tianpeng sorriu:

— Ora, não me veja como alguém tão grandioso. Sou policial; se há algo suspeito e não esclareço, sequer consigo dormir. Digamos que é uma espécie de vício profissional.

— Ainda assim, é uma questão de senso de dever, algo que poucos possuem.

Como a investigação de Zheng Tianpeng levaria tempo, Su Ziyue retornou para casa. Sozinha, aninhou-se no sofá, absorta, fitando a televisão.

Desde o ocorrido com Song Tiantian, a porta do quarto de hóspedes permanecia trancada, e Su Ziyue não ousava mais entrar. Lançou um olhar de soslaio naquela direção, sentiu um calafrio e, num impulso, saltou do sofá e correu para o quarto, enfiando-se debaixo das cobertas, o corpo tremendo.

Nesse momento, o toque repentino do telefone a assustou, fazendo-a sentar-se de sobressalto.

Ao ver quem era, sentiu o coração acalmar-se — era uma ligação de Lu Kefeng.