Capítulo 008: Ye Shengru

Sistem Dewa yang Melampaui Segala Batas Serangga 2 2505kata 2026-03-15 14:32:48

— Este jovem teve sorte, hein! A jadeíta que tirou não é pequena, está muito acima do que o velho Ye conseguiu. Pelo visto, os dois se conhecem, mas não faço ideia de quem seja esse rapaz — comentou um homem ao lado do gordo Li Dongsheng.

A carne fofa do rosto do gordo estremeceu, ele largou a pedra bruta de jade que segurava e praguejou:

— Mas que maldita falta de sorte! Abri mais de dez pedras, e nem uma sombra de verde apareceu! — E, sem sequer ir falar com o velho Ye, afastou-se, temendo passar por tolo e incapaz de suportar o sucesso alheio.

Mu You pediu ao atendente que pesasse por alto a jadeíta e colocasse uma etiqueta, após uma breve avaliação, a peça foi estimada em cerca de um milhão e duzentos mil yuan. Sentiu-se extremamente satisfeito: bastava vendê-la e já seria milionário. De fato, apostar em jade era realmente um negócio de grandes lucros.

Após guardar cuidadosamente a jadeíta embalada, Mu You não se apressou em vendê-la. Sorriu para Ye Shengru e saiu diretamente da área de corte. Ao ver isso, Ye Shengru não hesitou em segui-lo.

— Espere, jovem! — Chamou, apressando o passo. Sem dar tempo para Mu You responder, indagou diretamente: — Como foi que você percebeu que a minha pedra bruta revelaria jade já no primeiro corte?

— E se eu disser que foi pura sorte, você acredita? — respondeu Mu You, sorrindo.

Ye Shengru balançou a cabeça. Ter visto que sua pedra abriria verde logo de início, além de ter escolhido outra que também revelou jade, se fosse apenas sorte, seria uma sorte extraordinária.

— E se eu disser que tenho olhos de raio X, capazes de ver através das pedras, acredita? — insistiu Mu You, zombeteiro.

Dessa vez, Ye Shengru negou com ainda mais veemência. Aquilo era ainda menos plausível que um palpite ao acaso.

Mu You sorriu. O mundo era assim: ninguém acreditava na verdade, por mais simples que fosse.

— Jovem, ou melhor, mestre! Sei que minha pergunta pode parecer descortês, mas permita-me: aceitas tomar-me como discípulo? O que quer que me ensines, pago-lhe em dobro, que dizes? — Ye Shengru demonstrava sinceridade absoluta, com semblante reverente, sem qualquer sinal do constrangimento que seria esperado ao solicitar mestria a alguém muito mais jovem.

— O quê? — Mu You, francamente surpreendido, quase se assustou. Nunca imaginara que o velho o pediria como mestre.

— Vou lhe abrir o coração, mesmo que sirva de piada. Sou Ye Shengru, apaixonado por jade, tenho algum patrimônio, mas não venho aqui para ganhar dinheiro, e sim pelo prazer do jogo. Espero que me oriente, que me permita aprofundar minha compreensão sobre essa pedra preciosa!

Vendo a sinceridade e a seriedade do velho, Mu You, talvez por efeito do cansaço mental, teve a intuição de que ele não fingia ou planejava aproveitamento. Suspirou e respondeu com gravidade:

— Tio, não é que eu não queira ensinar, é que há coisas que simplesmente não se podem transmitir.

Ye Shengru, ao ouvir isso, mostrou desalento:

— Seria, acaso, técnica secreta de linhagem, que não se pode revelar a estranhos?

O velho tinha imaginação fértil, pensou Mu You divertidamente, mas isso lhe deu uma ideia, como um degrau providencial para recuar.

Assumindo um ar enigmático, nem assentiu nem negou, dizendo:

— Tio, vejo que o senhor é verdadeiramente um amante da jade. Façamos assim: daqui em diante, sempre que eu apostar em jade, poderá observar-me. O quanto aprender, dependerá apenas de sua própria percepção, está bem assim?

— Está, está ótimo! — exclamou Ye Shengru, radiante. Poder acompanhar de perto o mestre, observar as pedras que escolhe, memorizar as que revelam jade e as que não, notando todas as suas características — mesmo se fosse tolo, aprenderia bastante; certamente progrediria cem vezes mais do que agora.

— Contudo, há uma condição — advertiu Mu You.

Ye Shengru, ansioso, assemelhando-se a um verdadeiro entusiasta da jade, prontamente respondeu:

— O que for possível para Ye Shengru, não há o que discutir.

— É simples: nossa tradição exige discrição absoluta. Não deve jamais mencionar minha participação a outrem. Ademais, nas apostas futuras, jogaremos em seu nome, para evitar aborrecimentos desnecessários. Concorda?

— Concordo, claro! — aceitou Ye Shengru sem hesitar. Guardar segredo era óbvio, e apostar em seu nome não fazia diferença. Ali, em Lin’an, poucos ousariam provocá-lo, ainda mais por causa de algumas peças de jade. Quem tinha estatura para medir forças com ele não se rebaixaria a tanto.

Ye Shengru estava exultante; Mu You, ainda mais. Aquele velho era de fato um amuleto de sorte; assim, poderia apostar e lucrar sem tanta cautela. “Sou um gênio”, pensou consigo, “um problema deste se resolve assim, e ainda há quem me elogie…”

— Em nossa linhagem, é regra: boa sorte não se repete mais de três vezes ao dia. Daqui a pouco escolherei algumas pedras; as que tiverem potencial, eu as assinalarei tocando levemente com dois dedos. Observe bem suas características.

Dito isso, Mu You dirigiu-se novamente à área das apostas.

Ye Shengru ficou pasmo com aquelas palavras. Notável, verdadeiramente notável! Se fosse mesmo como ele dizia, bastava olhar para acertar; talvez, para não chamar muita atenção, escolhesse mais de uma pedra. Se fosse verdade, seria um milagre! Será que aqueles “olhos de raio X” existiam mesmo?

— Impossível… impossível… Não há disso no mundo. Talvez seja mesmo uma habilidade secreta de algum clã misterioso — murmurou Ye Shengru, apressando-se para seguir Mu You como um pajem dedicado, observando-o atentamente e memorizando cada traço das pedras assinaladas com dois dedos. Com autorização de Mu You, tirou até algumas fotos discretamente, para estudar depois.

O processo de escolha durou cerca de uma hora, para que Mu You não parecesse sobrenaturalmente eficaz. Nesse tempo, ativou seu “Olho Celestial” duas vezes e selecionou duas pedras que prometiam jade ainda mais valiosa que a anterior. Em cada uma delas, assinalou com dois dedos, e Ye Shengru quase gravou em pedra as características das pedras; até fotografou, com extremo cuidado.

O corte começou.

Das cinco pedras selecionadas, duas revelaram jade, cada uma maior que a anterior — 61g e 64g. Uma delas era, inclusive, de qualidade “vidro antigo”, cor esmeralda pura, absolutamente rara, avaliada em 2,8 milhões. O feito causou comoção em toda a área de corte; todos vieram felicitar Ye Shengru, elogiando-lhe a acuidade e o talento, enquanto o gordo que antes zombara dele já havia ido embora resmungando, depois de perder em mais de dez apostas seguidas.

Ye Shengru estava em êxtase. Não só encontrara um mestre, como ganhara fama sem qualquer esforço. Para ele, era um duplo golpe de sorte, um dia de ventura e glória.

Ao deixarem o grande mercado de jade, Ye Shengru entregou respeitosamente as duas peças de jade a Mu You. Qualquer suspeita que antes tivesse cedera ao prodígio presenciado; agora via Mu You como um verdadeiro imortal. As duas pedras abertas eram exatamente aquelas assinaladas com dois dedos — cem por cento de acerto.

Mu You aceitou as pedras e retirou a primeira que obtivera, oferecendo-a a Ye Shengru:

— As apostas seguintes foram todas por sua conta; não disponho de tanto dinheiro, por isso deixo esta jade como compensação.

Ye Shengru recusou prontamente:

— De modo algum! Considere os custos como minha taxa de aprendizado. Como poderia aceitar sua jade? Isso seria uma afronta à minha dignidade!

A mudança do tratamento de “você” para “senhor” era prova clara de que Ye Shengru agora venerava Mu You como autoridade máxima na arte de discernir jade.